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IPEN 70 ANOS: o conhecimento científico do IPEN chega ao acesso aberto em 2013
Desde décadas anteriores, a Biblioteca Terezine Arantes Ferraz do IPEN mantinha uma base referencial da produção científica institucional, que reunia e organizava a produção do Instituto desde sua criação, com tratamento documental padronizado, numeração própria dos registros e indexação especializada. Tal estrutura foi decisiva para a transição ao ambiente digital, uma vez que o IPEN já dispunha de um patrimônio intelectual organizado e preparado que favorecia a migração para plataformas mais atualizadas.
Em 2013, ocorreu uma inflexão significativa nesse processo. A direção do Instituto, orientado pelas tendências mundiais no setor de informação científica, decidiu criar um Repositório Digital Institucional e, em novembro daquele ano, tiveram início formalmente os trabalhos. A equipe da Biblioteca e de TI realizaram visitas técnicas ao INPE, à USP e à UNESP com o objetivo de conhecer experiências já consolidadas e definir o modelo mais adequado às necessidades do IPEN. A escolha recaiu sobre o software livre DSpace, estruturado com metadados no padrão Dublin Core, possibilitando a interoperabilidade com outros repositórios.
O Repositório Digital (RD) IPEN, contudo, não foi concebido apenas como uma biblioteca digital. A Biblioteca, em uma iniciativa inédita no país, trabalhou no sentido de integrar o RD ao sistema de planejamento e informação gerencial do Instituto (SIGEPI). Dessa forma, cada publicação, ao ser registrada no RD poderia ser relacionada ao respectivo centro de pesquisa, às atividades previstas no Plano Diretor, aos pesquisadores responsáveis e se responsabilizar pela emissão dos indicadores e outras métricas sobre a produção cientifica institucional. O acervo científico passava, assim, a cumprir uma dupla função: preservar e disseminar o conhecimento produzido pelo IPEN e, ao mesmo tempo, subsidiar com métricas da produção cientifica para o planejamento, a avaliação e elaboração de relatórios de gestão, do Plano Diretor institucional e Agencias de fomento entre outros.
A migração do acervo revelou-se mais complexa e demorada do que inicialmente previsto. Em setembro de 2014, cerca de 23% dos registros haviam sido transferidos, em razão do nível de detalhamento exigido no tratamento das informações. O processo foi concluído em junho de 2015, quando o Repositório Digital do IPEN foi disponibilizado na internet. A nova plataforma ampliava o acesso à produção científica do Instituto por meio de mecanismos que permitiam praticar a política nacional de ciência aberta, a interoperabilidade e a indexação em sistemas de busca, além de favorecer sua presença em diretórios e redes mundiais de repositórios institucionais.
A criação do repositório representava, assim, mais do que uma mudança de suporte. Ao transformar a produção científica acumulada em patrimônio digital acessível, mensurável e integrado à gestão institucional, o IPEN ampliava as formas de preservar, organizar e disseminar o conhecimento explícito produzido ao longo de sua trajetória.
Referências:
IGAMI, MERY P.Z. Repositórios digitais institucionais: a experiência do IPEN/SP. In: MIRANDA, ANGELICA C.D. (org.); OLIVEIRA, ADRIANA A. (org.); QUEIROZ, CLAUDETE F. de (org.); ARAUJO, LUCIANA D. de (org.). Repositórios: visão e experiência. Rio de Janeiro, RJ: Fiocruz/Icict, 2023. v. 1p. 200-212. Disponível em: http://repositorio.ipen.br/handle/123456789/34593. Acesso em: 10 ago. 2026.
INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES. Repositório digital da produção cientifica: sobre. São Paulo: IPEN 20015. Disponível em : https://repositorio.ipen.br/home Acesso em 10 ago. 2026
