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Projeto do Programa 'Futuras Cientistas' começa com extensa programação no Inpa
Banner: Kaylane Golvin- Ascom Inpa
No Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) o projeto: "Inserção meninas e mulheres nas pesquisas sobre biodiversidade e mudança climática na Amazônia", do Programa Futuras Cientistas edição 2026, deu start em Manaus, com uma extensa programação de palestras on-line, atividades práticas em laboratórios e de campo, que deve seguir até o fim do mês de janeiro, quando o projeto termina.
A edição 2026 é realizada em instituições de pesquisa, universidades federais e centros tecnológicos distribuídos por todas as regiões do Brasil, geralmente localizados nas capitais e em importantes polos científicos do país, tendo como público-alvo do programa alunas da 2ª série do Ensino Médio e professoras da rede pública estadual.
No Inpa, o projeto iniciou dia 5 de janeiro com a participação de quatro bolsistas da rede estadual, sendo uma professora a Márcia Pinheiro da Silva e as alunas: Emily Monte, Jennifer Nascimento e Rayandra França, com o objetivo principal de promover a conscientização sobre a importância da participação feminina nas pesquisas sobre a Amazônia, sua sociobiodiversidade e mudanças climáticas por meio das experiências imersivas proporcionadas por diferentes laboratórios do Inpa, conforme informou a coordenadora do projeto, a bolsista do Programa de Capacitação Institucional (PCI/Inpa) Jucimara Santos.
Entre as atividades programadas pelo projeto ao longo do mês de janeiro, está a palestra sobre "Desmatamento e degradação florestal no contexto das mudanças climáticas, com doutoranda Beatriz Cabral, do Programa de Pós-Graduação em Florestas Tropicais/Inpa; "O papel da Agroecologia frente às mudanças climáticas, com o mestrando Arielson Rocha, do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas na Amazônia/Inpa, a palestra: Help-AUs: resiliência das áreas úmidas, da sua biodiversidade e das populações tradicionais frente às mudanças climáticas, com a Dra Dra. Maiby Glorize da Silva Bandeira ; "Vespas, de Vilãs a Parceiras: Quando a conservação começa no campo, com o professor Dr. Bruno Corrêa Barbosa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
As participantes também realizarão atividades práticas com a orientação de pesquisadores do Inpa em diferentes espaços do instituto. No Bosque da Ciência irão coletar macrofungos para conhecer a diversidade desses organismos no parque, também vão fazer visitas e práticas no Laboratório Temático de Solos e Plantas (LTSP), Laboratório Temático de Biologia Molecular; Laboratório de Ecologia e Evolução de Vertebrados do Inpa e na Coleção de Anfíbios e Répteis do Inpa, além do aprendizado de campo na Reserva Florestal Adolfo Ducke.
Sobre o Programa
A Imersão Científica 2026 ocorre ao longo do mês de janeiro e conta com carga horária total de 80 horas. Durante esse período, as estudantes selecionadas vivenciam rotinas de pesquisa em universidades e centros tecnológicos de referência em todo o país, participando de atividades práticas em laboratórios, palestras, projetos de pesquisa e ações presenciais e remotas. Ao todo, foram ofertadas cerca de 470 vagas em projetos da área de STEM.
O público-alvo do programa é formado por alunas da 2ª série do Ensino Médio e professoras da rede pública estadual. As participantes selecionadas recebem auxílio financeiro no valor de R$300,00, concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de um kit com materiais para experimentos científicos.
A programação envolve uma ampla rede de instituições parceiras, incluindo universidades, laboratórios nacionais, centros de inovação e organizações do setor produtivo, garantindo às participantes uma experiência científica diversa, conectada às realidades regionais e aos desafios estratégicos do desenvolvimento nacional.
Criado em 2011 pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), em Pernambuco, o Programa Futuras Cientistas nasceu como uma iniciativa regional e, ao longo dos anos, expandiu-se até alcançar abrangência nacional. Atualmente, está consolidado como uma das principais ações brasileiras de estímulo à presença feminina nas ciências, promovendo inclusão social e ampliando a diversidade no ambiente acadêmico. O Programa já impactou centenas de jovens em todo o país, ampliando o acesso de meninas e professoras do ensino médio público à ciência, tecnologia e inovação. O objetivo é romper barreiras históricas que afastaram as mulheres das ciências exatas, estimular o pensamento crítico e fortalecer a presença feminina em áreas estratégicas do conhecimento.