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Inpa e Semmas Manaus articulam instituições para fortalecer a educação ambiental no Amazonas
Foto: Semmas.
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) sediou, nesta quinta-feira (29), o seminário “O Estado da Arte da Educação Ambiental no Amazonas”, iniciativa coorganizada pelo Inpa e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Manaus (Semmas Manaus), que reuniu representantes de órgãos governamentais, instituições de pesquisa, educadores e gestores públicos das esferas federal, estadual e municipal.
O encontro teve como objetivo promover um espaço qualificado de diálogo interinstitucional para subsidiar a construção de um plano de ação integrado para a educação ambiental no Amazonas, com foco em estratégias para o ano de 2026, alinhadas às políticas públicas nacionais de meio ambiente e mudança do clima.
Na abertura do evento, o diretor do Inpa, Henrique Pereira, destacou o papel estratégico da educação ambiental frente aos desafios impostos pela crise climática e pela disseminação do negacionismo científico. Segundo ele, apesar da existência de marcos normativos consolidados, o país ainda enfrenta dificuldades na efetiva implementação das políticas públicas de educação ambiental.
O diretor ressaltou ainda a importância de uma educação ambiental crítica, inclusiva e socialmente referenciada, fundamentada nas evidências científicas produzidas pelas instituições de pesquisa. Nesse contexto, enfatizou o papel do Inpa como instituição federal estratégica na produção de conhecimento sobre a Amazônia, acumulado ao longo de mais de sete décadas, e sua contribuição para a qualificação das políticas públicas educacionais, tanto em espaços formais quanto não formais.
O diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marcos Sorrentino, abordou a relevância das Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental (CIEA) como instrumentos de governança e articulação federativa, ressaltando a necessidade de seu fortalecimento para ampliar a efetividade das ações em todo o país.
A tecnologista do Inpa e também uma das organizadoras do seminário, Genoveva de Azevedo, enfatizou que o exercício de pensar ideias e estratégias para o fortalecimento do “Mapa do caminho da Educação Ambiental no Amazonas”, requer profundas reflexões, além de articulações, comprometimento de instituições e pessoas, reconhecendo a centralidade da EA crítica, transversal, interdisciplinar e sobretudo de princípios e valores éticos comprometidos com sociedades justas e sustentáveis.
O seminário buscou “provocar essas reflexões, visando a organização das ações existentes, escutando e estimulando a colaboração entre as instituições, com fins de que o Amazonas possa contribuir significativamente como os Indicadores de Políticas Pública da Educação Ambiental do Brasil - MonitoraEA”. O resultado será a sistematização das ideias e estratégias dos grupos de trabalho, que espera-se a contribuição para os Planos de Ação de cada instituição, visando uma educação ambiental mais integrada, colaborativa e impactante”, completou Azevedo.
Para a diretora de Arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), instituição parceira na organização do evento, Eriany Souza, as discussões vão possibilitar uma melhor elaboração do plano municipal de educação ambiental. “A parceria com o Inpa em promover esse tipo de debate, com várias instituições, órgãos e sistemas de monitoramento, contribui para nos orientar de que forma podemos gerenciar melhor a cidade e também o Estado”, disse Souza, ao apresentar as propostas de educação ambiental da Semmas para este ano.
Apoio e monitoramento
Maria Henriqueta de Andrade, da ANPPEA - Articulação Nacional de políticas Públicas de Educação Ambiental, que apresentou o Sistema Brasileiro Monitoramento da Educação Ambiental - MonitoraEA, enfatizando a importância dos gestores e todos que atuam com a EA, conhecer e alimentar o sistema, uma vez que a Plataforma Digital visa reunir, gerenciar, mapear, monitorar e avaliar projetos, políticas, ações de educação ambiental, por meio de indicadores, promovendo a participação social e a troca de experiências entre gestores e profissionais da área.
“Os indicadores vão possibilitar que se tenha um salto de qualidade, alcançar outros patamares de transformação, e a perspectiva que se busca. É importante o monitoramento e a avaliação não só na educação ambiental, mas em outras áreas de conhecimento e em outras políticas públicas”, sintetizou Henriqueta.
A iniciativa reforça o papel do Inpa, enquanto unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, na articulação entre ciência, políticas públicas e educação ambiental, contribuindo para o fortalecimento da governança socioambiental na Amazônia.