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Inovação e ecosustentabilidade marcam a 6ª Conferência Internacional Sobre Processos Inovativos na Amazônia
Pesquisadores, empreendedores e especialistas nacionais e internacionais discutiram Propriedade Intelectual, Bioeconomia e ecoinovação em dois dias de palestras, painéis e debates que conectaram conhecimento e ação estratégica para a região.
Em dois dias intensos de trocas e conexões, a 6ª Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia reuniu especialistas, empreendedores e interessados no tema, no Auditório da Ciência para debater assuntos estratégicos para a região. Organizado pelo Arranjo AMOCI e com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), o evento trouxe para o centro do debate a Propriedade Intelectual, a Transferência de Tecnologia e o Empreendedorismo.
O público acompanhou mesas-redondas, painéis e talks que abordaram desde o papel dos Arranjos dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), até os desafios e oportunidades da bioeconomia amazônica. Também estiveram em pauta as cadeias produtivas sustentáveis, os negócios de impacto, as políticas públicas e as perspectivas de investimentos voltados à COP 30, reunindo especialistas, gestores e representantes institucionais em um debate plural sobre inovação e o futuro da Amazônia.
Para o diretor do Inpa, professor Henrique Pereira, a conferência refletiu as principais tendências que fazem do ecossistema de pesquisa e inovação, um motor importante para a pauta da sociobiodiversidade na Amazônia. “Essa é uma Conferência que tratou dos processos de inovação, como a ciência se transforma em processos e produtos tecnológicos que inova, modifica, torna mais eficiente e resolve questões dos processo produtivos – a ciência alimentando os processos econômicos que desencadeiam o desenvolvimento social da Amazônia”, disse.
“Foram dois dias repletos de mesas-redondas. Discutimos desafios, por exemplo, da inovação para a bioeconomia, as expectativas para a COP30 e investimentos para a Amazônia, tanto para o enfrentamento das mudanças do clima e financiamento climático e o desenvolvimento sustentável na região”, completou o diretor do Inpa.
Propriedade Intelectual
A programação teve a primeira participação internacional com o palestrante Christopher Harrison, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), que abordou a propriedade intelectual como ferramenta estratégica para estimular a inovação sustentável e o desenvolvimento socioeconômico em regiões de alta biodiversidade como a Amazônia.
“É um grande prazer para a OMPI, ter sido convidado para falar nesta conferência internacional por ser um evento que está falando de processos inovadores e inovação sustentável em uma área tão biodiversa como vemos aqui na Amazônia. É muito importante para OMPI, mostrarmos o papel que desempenhamos com todos os nossos Estados membros em todo o mundo, apoiando nossos inventores e inovadores”, explicou.
Ao destacar o caráter consolidado da conferência, a organização lembrou que a iniciativa já se tornou um espaço de referência para o diálogo sobre inovação na Amazônia.
“Essa conferência vem consolidar o que o AMOCI já tem feito durante esses dez anos de existência. Trazer para discussão a questão da propriedade intelectual, ou seja, você resguardar os direitos de propriedade intelectual. A transferência de tecnologia e o empreendedorismo”, comemorou a coordenadora do Arranjo AMOCI, Noélia Falcão.
Ecoinovação e Sustentabilidade Global
O antropólogo colombiano, Santiago Uribe, apresentou os caminhos da ecoinovação para uma economia mais sustentável, resiliente e inclusiva, destacando a importância de políticas públicas em ciência e tecnologia. “Foi muito importante esse evento para trazer aspectos internacionais e compartilhar conhecimento, experiências de como criar uma nova cultura de inovação para o território e para as pessoas na Amazônia”, disse.
Uribe reforçou que a inovação se fortalece pela colaboração entre governo, universidades, empresas e sociedade, e defendeu uma governança baseada em múltiplas hélices, integrando cultura, identidade e juventude. “A inovação tem o poder de fazer as pessoas e os projetos de vida acontecerem, com infraestrutura, com recursos, com assessoramento e, mais importante, com o planejamento de um futuro coletivo”, ressaltou.
O evento foi também uma oportunidade para apresentação dos pitchs dos empreendedores Capital Empreendedor, em colaboração com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AM).
Inovação na Praça
O encerramento ficou por conta do bate-papo “Inovação na Praça”, na Ilha da Tanimbuca do Inpa, numa rodada de trocas e iniciativas que estimularam parcerias estratégicas para impulsionar o desenvolvimento regional. O encontro foi uma continuação do debate iniciado no 108º Meetup sobre a colaboração entre os atores do ecossistema e trouxe o tema “Conectar para Transformar: Redes de Colaboração”, seguido do encerramento e de uma apresentação cultural.



