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Bosque da Ciência reafirma seu papel como espaço educador em vivências do VIII Congresso Lusófono de Educação Ambiental
Foto: Anne Karoline- Ascom Inpa.
O Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) reforçou seu papel como um espaço educador e formador na área de educação ambiental ao receber congressistas em atividades integradas ao VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa. Os participantes conheceram ações desenvolvidas no Bosque, com o objetivo de fortalecer o vínculo entre natureza, ciência e educação.
A atividade do evento “Convivência e Aprendizagem” permitiu aos congressistas de dez países falantes da língua portuguesa conhecerem comunidades locais em Manaus e cidades vizinhas e assim ter contato direto com populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas, urbanas e rurais, organizações da sociedade civil, coletivos culturais e experiências educativas de campo. No total foram 20 atividades, das quais três ocorreram em áreas do Inpa - no Bosque da Ciência, nas Estações Experimentais do Programa LBA e AmazonFACE e na Base de Apoio à Pesquisa ZF2- Manejo Florestal.
No Bosque da Ciência, os participantes puderem vivenciar práticas educativas e de experiências com a natureza, além de conhecer estruturas e dinâmicas utilizadas no Bosque como ferramentas para o despertar da consciência ambiental. Uma das experiências mais marcantes foi a Trilha Sensorial, construída com resíduos madeireiros de árvores naturalmente caídas na floresta.
“Inspirada no conceito barefoot, a trilha convida os visitantes a tirarem os calçados e explorarem diferentes texturas e sensações por meio do contato direto com o chão e os materiais naturais. A proposta alia práticas sustentáveis a uma abordagem pedagógica sensível, proporcionando uma imersão no ambiente amazônico de forma educativa e acessível”, explica a mestranda Isabella Félix, integrante do Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental (Lapsea) do Inpa.
A congressista Evellyn Kalianne enfatiza o relaxamento proporcionado pela atividade “A partir do momento que nós pisamos na trilha, nós nos sentimos conectados com o ambiente e o nosso corpo respondendo à natureza, para então conseguirmos relaxar.”
O congressista e educador ambiental, o angolano Marco Romero, definiu a experiência no Bosque como “encantadora”. “É encantadora, principalmente, do ponto de vista pedagógico, foi a primeira coisa que eu senti e é a primeira coisa que eu vou levar para casa, de como nós podemos e conseguimos juntar sustentabilidade e educação em áreas perto de nossas cidades e nossas escolas”.
Formação de Educadores Ambientais
O minicurso “O uso de parques verdes urbanos como espaços educadores” trabalhou o estudo de caso desenvolvido no próprio Bosque da Ciência, uma pesquisa que analisou as visitas escolares, que equivalem a cerca de 30% do público visitante do espaço científico-cultural do Inpa. Além da abordagem teórica, o minicurso contou com trabalho de campo, em que os participantes exploraram os 13 hectares do Bosque, com seus núcleos educadores e processos naturais próprios de um museu a céu aberto.
“Apresentamos o Bosque como um importante espaço educador em Manaus e trouxemos exemplos de atividades educativas desenvolvidas no parque. Além disso, os participantes desenvolveram uma proposta educativa em dois atrativos do Bosque”, conta o técnico do Inpa e um dos ministrantes do minicurso, Alexandre Buzaglo. “Ministrar o curso foi uma ótima oportunidade pela possibilidade de trocar experiências com outros educadores de seis estados do país e também de Moçambique”, completa.
Para o professor de geografia Dheyson Lemos, o minicurso trouxe debates sobre a importância das áreas verdes no espaço urbano e destacou o Bosque da Ciência como espaço educativo e suas múltiplas abordagens.
“Também foi feita uma oficina, onde escolhemos um atrativo do Bosque e extraímos as diversas possibilidades de aprendizado que ele poderia oferecer, e também tivemos um olhar crítico do local do que poderia ser melhorado. Este minicurso foi de muita relevância para mim, que sou professor e busco nesses espaços uma extensão de minha sala de aula”, destaca Lemos, que atua na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed) e na Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc).
“O Bosque tem 30 anos. Ele nasceu como espaço de visitação pública do instituto e mostra, nessa efetiva participação no Congresso, seu potencial na formação de profissionais comprometidos na formação integral de sujeitos e no fortalecimento de práticas educativas sustentáveis”, afirmou a técnica e uma das ministrantes do minicurso, Fernanda Reis.





