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Presidente da CNEN participa de Junta de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica
Presidente da CNEN, Francisco Rondinelli (de costas) interagindo com a embaixadora permanente do Brasil junto à AIEA, Cláudia Vieira Santos. Foto: Dean Calma/ AIEA
O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Dr. Francisco Rondinelli Júnior, participou da primeira reunião do ano da Junta de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), realizada de 2 a 6 de março, em Viena, na Áustria. O encontro é o primeiro a compor a agenda anual do colegiado e abre as discussões sobre documentos importantes para o setor nuclear global.
O documento Nuclear Technology Review 2026 compila os mais notáveis desenvolvimentos em tecnologia nuclear nas mais diversas áreas. O Brasil deve figurar com destaque pelos avanços na transferência de elementos combustíveis de Angra 1 para a Unidade de Armazenamento Complementar a Seco (UAS), além de figurar entre os países em processo de construção de um novo reator nuclear de pesquisa científica, o RMB, Reator Multipropósito Brasileiro que trará autossuficiência na produção de radiofármacos, com grande desenvolvimento tecnológico. Atualmente, são 11 países em desenvolvimento de projeto de construção de reator nuclear de pesquisas. A revisão da documento da AIEA também deve destacar como as tecnologias nucleares continuam a atender às prioridades dos Estados-Membros nas áreas de saúde, agricultura, proteção ambiental e indústria.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, relatou à Junta sobre a situação na Ucrânia e a grave situação no Irã e no Oriente Médio. Por outro lado, destacou que nos últimos meses a AIEA tem contribuído para o crescente debate global sobre os benefícios da energia nuclear, como uma base de baixo carbono para a estabilização do setor energético, apoiando a segurança energética, indústrias em expansão, economias em crescimento e transição para a descarbonização. Frisou ainda que o interesse pela energia nuclear continua a crescer, abrangendo diversos países e empresas de tecnologia que buscam fornecer energia para centros de dados destinados à Inteligência Artificial.
Fonte: Cocom/ CNEN
Colaboração: Leonardo Brito