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CNEN participa de encontro sobre desenvolvimento da tecnologia nuclear no país
Clédola Cássia de Tello, do CDTN/CNEN, mediando painel na Nuclear Summit 2026. Foto: Divulgação/ Abdan
O Nuclear Summit 2026, realizado nos dias 23 e 24 de março, na Casa Firjan, em Botafogo, no Rio de Janeiro, contou com a presença de profissionais da autarquia em mesas debatendo ou mediando as discussões sobre tendências, inovação e oportunidades para o desenvolvimento da tecnologia nuclear no Brasil. O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Francisco Rondinelli, prestigiou a abertura do encontro, que avaliou como de grande relevância para o setor.
Organizado pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), com apoio da Firjan, o encontro reuniu autoridades, especialistas e representantes da indústria. Daniela Archilla, coordenadora-geral de Inovação da CNEN, participou de um painel sobre o tema em que pontuou alguns dos desafios e como a academia pode estabelecer parcerias estratégicas e criar oportunidades de novos negócios.
No painel sobre “NORM – Superando Desafios Tecnológicos”, o tema foram os desafios para gestão dos materiais radioativos de ocorrência natural que estão presentes na indústria de petróleo e gás, por exemplo. Clédola Cássia de Tello, do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), foi a mediadora. Como aprimorar a gestão e envolver práticas que reforcem a economia circular e aprimorem ações em toda a cadeia produtiva foram temas das discussões.
"Novas Fronteiras Tecnológicas no Tratamento do Câncer" contou com a presença de Carlos Buchpiguel, professor de Radiologia e Oncologia que abordou os avanços dos tratamentos individualizados. A diretora Isolda Costa, do IPEN/CNEN, destacou a força dos produtos teranósticos e os avanços da medicina nuclear. Participaram ainda Gustavo Amaral, presidente da Fusve, e José Augusto Perrotta, que enfatizou o uso de nêutrons para produzir radioisótopos. A mesa foi mediada por Priscila Larcher, gerente de P&D da CMR.
Perrota atua no Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), catalisador para um grande centro de pesquisa nacional de aplicação das radiações para benefício da sociedade. O RMB será capaz de produzir os radioisótopos originados de reatores de pesquisa que o Brasil precisa e que hoje são importados, reduzindo os riscos de desabastecimento e diminuindo os custos para produção dos radiofármacos e realização de exames.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentou a visão do planejamento energético brasileiro e os principais elementos que fazem a energia nuclear aparecer nos cenários mais intensivos em descarbonização. O Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da EPE, Thiago Ivanoski, participou do painel "Eficiência e Energia Limpa: O Futuro dos Data Centers", no qual destacou a demanda energética dos data centers e o papel da energia nuclear nesse contexto.
Fonte: Cocom/CNEN