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AUTOCONHECIMENTO
Os números e o sagrado foram tema da segunda aula do Curso Saúde e Espiritualidade
Engana-se quem pensa que os números têm relação somente com a matemática, que servem apenas para fazer cálculos, quantificar. Muito antes o contrário. O filósofo grego Pitágoras já defendia que os números são o princípio fundador, a origem de tudo e estão presentes até mesmo na música. E foi, justamente, para falar sobre Os números e o Sagrado no processo de autoconhecimento que a professora de Matemática, Pedagoga e pesquisadora da espiritualidade, Anastácia Maldaner, palestrou na tarde de segunda-feira (15), durante a segunda aula do Curso Saúde e Espiritualidade, no Auditório Gulerpe. O curso é voltado aos servidores do Hospital Universitário de Santa Maria e irá ocorrer durante 13 segundas-feiras, das 13h às 15h.
Conseguir deslocar alguém de seu mundo de origem e promover um encontro de diferentes conhecimentos é um dom que poucas pessoas têm. Na tarde de segunda-feira, Anastácia conseguiu levar trabalhadores da área da saúde – de áreas assistenciais e administrativas – para um mundo pouco visitado, discutido e vivenciado na rotina hospitalar: o mundo invisível dos números. Em uma breve introdução, pegou o público pela mão e conduziu os alunos por um passeio desde o sistema solar até o interior de um átomo. Provou por A mais B que nem tudo que existe é matéria densa – perceptível aos olhos. Porém, enfatizou que tudo que existe emite uma vibração: desde nomes, emoções, lugares, doenças até pensamentos. E que no mundo das relações humanas, pessoas, lugares e situações de mesma vibração se atraem e não os opostos, como a Física preconiza.
- É o número de vibrações por segundo que diferencia uma coisa da outra. Quanto maior a vibração, mais atrai saúde e alegria – afirma.
Contudo, Anastácia deixou claro: “não há número certo ou errado, imperfeito ou defeituoso”. Segundo ela, cada número de 0 a 9 é uma manifestação da divindade dentro de nós, ao mesmo tempo em que traz em si um desafio a ser superado. Também não devemos enfrentar/solucionar o desafio imposto ao número do outro – seja esse outro filho, marido, chefe, colega de trabalho – pois é nessa superação pessoal que crescemos. Se interferimos no desafio alheio, impedimos o outro de buscar seu aperfeiçoamento.
Mas, e como chegamos a descoberta dos números que nos regem? De várias formas: a soma das vogais do seu nome, a soma das consoantes, o número da sua casa, seu mês de nascimento, seu dia de aniversário e muito mais trazem em si a vibração de um número que irá apresentar diferentes aspectos da sua personalidade, ao mesmo tempo, que irá mostrar comportamentos a serem superados.
Pitágoras também foi um dos primeiros filósofos a nos apresentar a ideia de imortalidade da alma e, portanto, de reencarnação. Segundo ele, após a morte do corpo, a alma imortal migra para outro corpo e assim, sucessivas vezes, até atingir a perfeição. Se para chegarmos a perfeição precisamos nos conhecer melhor e se os números podem nos indicar um caminho de autodescobertas, fica o convite para buscar saber mais. Afinal, conclui o filósofo grego “Quem não domina a si mesmo (por isso a importância do autoconhecimento) não encontra a liberdade.”
Quer saber mais sobre o Curso Saúde e Espiritualidade? Entre em contato com a enf. Vergínia no Núcleo de Vigilância Epidemiológica pelo telefone (55) 3213 1522.