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CIAVA
O papel do CIAVA no atendimento às vítimas da Kiss
Publicado em
27/01/2015 13h58
Atualizado em
18/06/2015 14h06
Janeiro de 2013 jamais será esquecido. Mas há marcas que podemos e queremos amenizar, muitas delas ficaram impressas no corpo e na mente dos jovens que vivenciaram a tragédia da boate Kiss. Duzentos e quarenta e dois morreram, mas centenas de outros necessitam de acompanhamento médico e assistencial para que recuperem uma parcela da vida que perderam em consequência do incêndio.
O Centro Integrado de Atenção às Vítimas de Acidente – CIAVA, foi um serviço criado pelo Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) para atendimento dessas vítimas. Para isso e por isso, o CIAVA, que compõe o convênio firmado entre governos federal (MS), estadual e municipal, oferece monitoramento multiprofissional a pacientes e familiares que buscam retomar a rotina de trabalho e convívio social.
O centro completa dois anos em 2015, reforçando o papel do hospital no processo de assistência, ensino e pesquisa. Médicos, enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, profissionais da Terapia Ocupacional e do Serviço Social colocaram, à disposição da comunidade, muito mais do que seus conhecimentos nas diferentes áreas de atuação. Têm demonstrado comprometimento e dedicação constantes na recuperação da saúde física e mental de todas as vítimas.
O projeto inicial previa acompanhamento das vítimas por cinco anos, mas o hospital se compromete em oferecer consultas a qualquer tempo, sempre que o paciente necessitar ao longo de toda sua vida.
Nesse período, o HUSM sempre esteve de portas abertas para atender a todos. Entre consultas, exames, sessões de fisioterapia e fonoaudiologia foram 7.850 atendimentos.
O trabalho desenvolvido no CIAVA já faz do Centro de Atendimento uma referência regional e alicerça a perspectiva de expandir o serviço para vítimas de acidentes de trânsito e de violência. Um serviço que se consolidará com a ativação do Hospital Regional.
ATENDIMENTOS 2013
TIPO DE ATENDIMENTO/ NÚMERO DE ATENDIMENTOS
CLÍNICA MÉDICA 1071
ENFERMAGEM CIAVA 73
ENFERMAGEM-GELP 165
FISIOTERAPIA (PRIMEIRASCONSULTAS) 307
FONOAUDIOLOGIA 335
NEUROLOGIA 262
OFTALMOLOGIA 38
PNEUMO LESÕES INALATÓRIAS 1024
PSICOLOGIA 40
PSIQUIATRIA 470
SERVIÇO SOCIAL 424
VIAS AÉREAS SUPERIORES 88
CIRURGIA REPARADORA 32
TOTAL 4.329
ATENDIMENTOS 2014
TIPO DE ATENDIMENTO/ NÚMERO DE ATENDIMENTOS
CIRURGIA REPARADORA 2
CLÍNICA MÉDICA 158
PNEUMOLOGIA-LESÕES INALATÓRIAS 436
OFTALMOLOGIA 9
ENFERMAGEM/GELP 352
FISIOTERAPIA (SESSÕES) 1.822
FONOAUDIOLOGIA 42
SERVIÇO SOCIAL 12
TERAPIA OCUPACIONAL 80
PSIQUIATRIA 516
TOTAL 3.521
Investimentos e serviços
No primeiro ano do CIAVA, foram investidos R$ 1,6 milhões do Ministério da Saúde para compra de equipamentos e contratação de profissionais. Foram enviados para o Rio Grande do Sul, 22 respiradores, sete ambulâncias de UTI do SAMU, 52 ventiladores mecânicos, 30 oxímetros de pulso, 200 ampolas de imunoglobulina antitetânica, 140 kits de hidroxicobalamina e 15 monitores multiparamétricos.
O atendimento às vítimas foi dividido em três fases. Para a primeira – a chamada fase de urgência – se somaram à equipe do HUSM, 66 voluntários entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, psiquiatras, dentre outros profissionais e integrantes da Força Nacional do SUS. Muitos profissionais seguiram atuando na fase hospitalar, que durou em média 60 dias.
Mutirões - Outra ação do Hospital Universitário de Santa Maria, junto do Ministério da Saúde, foi o cadastramento das pessoas que tiveram contato com os gases e inalantes liberados pela fumaça tóxica. Em março de 2013, foi divulgado um link no site do Ministério da Saúde, para que essas vítimas entrassem em contato. Todos que fizeram o cadastro tiveram consulta agendada. Durante os mutirões no HUSM foram realizados 1.658 atendimentos, sendo 1.309 consultas e 349 exames.
Ainda no primeiro ano de atendimento, foi implantado o Grupo de Pesquisa voltado para estudos referentes ao banco de dados do CIAVA.
No segundo ano do Centro de Atendimento, consolidou-se a fase ambulatorial. Os pacientes que tiveram alta hospitalar seguiram sendo monitorados por meio de consultas mensais e até mesmo semanais. Os equipamentos endoscópios e broncoscópios permaneceram em uso para realização de avaliações.
Por meio de uma decisão coletiva, o Grupo Gestor do Cuidado – composto por representantes das três esferas de governo e coordenado pela 4ª Coordenadoria Regional de Saúde – decidiu concentrar em local único, a partir de novembro de 2013, o atendimento e o acesso aos medicamentos não constantes nas listas do SUS. O HUSM passou a distribuir os medicamentos (conforme instituído pelo Protocolo da Pneumologia e Dermatologia) que as vítimas necessitavam para dar continuidade ao seu tratamento. Nessa lista estão medicamentos para o tratamento de problemas relacionados às vias aéreas (salmeterol/ fluticasona, fluticasona, N-acetilcisteína, indacaterol, ciclesonida) e para tratamento das queimaduras (filtro solar e creme hidratante). Desde novembro de 2013, foram entregues 350 medicamentos para 88 pacientes, oriundos não só do HUSM, mas também de outros hospitais de Santa Maria e região.
O Centro Integrado de Atenção às Vítimas de Acidente – CIAVA, foi um serviço criado pelo Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) para atendimento dessas vítimas. Para isso e por isso, o CIAVA, que compõe o convênio firmado entre governos federal (MS), estadual e municipal, oferece monitoramento multiprofissional a pacientes e familiares que buscam retomar a rotina de trabalho e convívio social.
O centro completa dois anos em 2015, reforçando o papel do hospital no processo de assistência, ensino e pesquisa. Médicos, enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, profissionais da Terapia Ocupacional e do Serviço Social colocaram, à disposição da comunidade, muito mais do que seus conhecimentos nas diferentes áreas de atuação. Têm demonstrado comprometimento e dedicação constantes na recuperação da saúde física e mental de todas as vítimas.
O projeto inicial previa acompanhamento das vítimas por cinco anos, mas o hospital se compromete em oferecer consultas a qualquer tempo, sempre que o paciente necessitar ao longo de toda sua vida.
Nesse período, o HUSM sempre esteve de portas abertas para atender a todos. Entre consultas, exames, sessões de fisioterapia e fonoaudiologia foram 7.850 atendimentos.
O trabalho desenvolvido no CIAVA já faz do Centro de Atendimento uma referência regional e alicerça a perspectiva de expandir o serviço para vítimas de acidentes de trânsito e de violência. Um serviço que se consolidará com a ativação do Hospital Regional.
ATENDIMENTOS 2013
TIPO DE ATENDIMENTO/ NÚMERO DE ATENDIMENTOS
CLÍNICA MÉDICA 1071
ENFERMAGEM CIAVA 73
ENFERMAGEM-GELP 165
FISIOTERAPIA (PRIMEIRASCONSULTAS) 307
FONOAUDIOLOGIA 335
NEUROLOGIA 262
OFTALMOLOGIA 38
PNEUMO LESÕES INALATÓRIAS 1024
PSICOLOGIA 40
PSIQUIATRIA 470
SERVIÇO SOCIAL 424
VIAS AÉREAS SUPERIORES 88
CIRURGIA REPARADORA 32
TOTAL 4.329
ATENDIMENTOS 2014
TIPO DE ATENDIMENTO/ NÚMERO DE ATENDIMENTOS
CIRURGIA REPARADORA 2
CLÍNICA MÉDICA 158
PNEUMOLOGIA-LESÕES INALATÓRIAS 436
OFTALMOLOGIA 9
ENFERMAGEM/GELP 352
FISIOTERAPIA (SESSÕES) 1.822
FONOAUDIOLOGIA 42
SERVIÇO SOCIAL 12
TERAPIA OCUPACIONAL 80
PSIQUIATRIA 516
TOTAL 3.521
Investimentos e serviços
No primeiro ano do CIAVA, foram investidos R$ 1,6 milhões do Ministério da Saúde para compra de equipamentos e contratação de profissionais. Foram enviados para o Rio Grande do Sul, 22 respiradores, sete ambulâncias de UTI do SAMU, 52 ventiladores mecânicos, 30 oxímetros de pulso, 200 ampolas de imunoglobulina antitetânica, 140 kits de hidroxicobalamina e 15 monitores multiparamétricos.
O atendimento às vítimas foi dividido em três fases. Para a primeira – a chamada fase de urgência – se somaram à equipe do HUSM, 66 voluntários entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, psiquiatras, dentre outros profissionais e integrantes da Força Nacional do SUS. Muitos profissionais seguiram atuando na fase hospitalar, que durou em média 60 dias.
Mutirões - Outra ação do Hospital Universitário de Santa Maria, junto do Ministério da Saúde, foi o cadastramento das pessoas que tiveram contato com os gases e inalantes liberados pela fumaça tóxica. Em março de 2013, foi divulgado um link no site do Ministério da Saúde, para que essas vítimas entrassem em contato. Todos que fizeram o cadastro tiveram consulta agendada. Durante os mutirões no HUSM foram realizados 1.658 atendimentos, sendo 1.309 consultas e 349 exames.
Ainda no primeiro ano de atendimento, foi implantado o Grupo de Pesquisa voltado para estudos referentes ao banco de dados do CIAVA.
No segundo ano do Centro de Atendimento, consolidou-se a fase ambulatorial. Os pacientes que tiveram alta hospitalar seguiram sendo monitorados por meio de consultas mensais e até mesmo semanais. Os equipamentos endoscópios e broncoscópios permaneceram em uso para realização de avaliações.
Por meio de uma decisão coletiva, o Grupo Gestor do Cuidado – composto por representantes das três esferas de governo e coordenado pela 4ª Coordenadoria Regional de Saúde – decidiu concentrar em local único, a partir de novembro de 2013, o atendimento e o acesso aos medicamentos não constantes nas listas do SUS. O HUSM passou a distribuir os medicamentos (conforme instituído pelo Protocolo da Pneumologia e Dermatologia) que as vítimas necessitavam para dar continuidade ao seu tratamento. Nessa lista estão medicamentos para o tratamento de problemas relacionados às vias aéreas (salmeterol/ fluticasona, fluticasona, N-acetilcisteína, indacaterol, ciclesonida) e para tratamento das queimaduras (filtro solar e creme hidratante). Desde novembro de 2013, foram entregues 350 medicamentos para 88 pacientes, oriundos não só do HUSM, mas também de outros hospitais de Santa Maria e região.