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PROTOCOLO
Protocolo reduz tempo de resposta para paciente cardíaco
O Pronto Socorro do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam) implantou oficialmente nesta segunda-feira (09/11) um protocolo de atendimento para pacientes com dor torácica. Trata-se de um manual de procedimentos para os profissionais do PS com objetivo de reduzir o tempo de identificação de casos em que a dor no peito é de fato uma emergência coronariana.
O Hucam é uma das duas referências na rede pública no Espírito Santo para atendimentos em emergências cardíacas e recebe, em demanda espontânea, cerca de 150 pacientes por mês com dor torácica. Outros 30 vêm referenciados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O protocolo vai permitir manter o padrão internacional de qualidade que o hospital já possui para casos emergenciais, por exemplo, em que o paciente necessita de implante de stent: apenas uma hora entre a chegada do indivíduo, a identificação da doença e o término do implante.
"O consultor do Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que gerencia o Hospitais Universitários do país, informou a Unesco sobre nosso protocolo de dor torácica, com elogios ao fato de ser bem claro, conciso e uma ferramenta que irá agilizar a conduta contra uma doença de alta morbidade e mortalidade", disse a chefe do Setor de Urgência e Emergência do Hucam, Waltésia Perini.
O cardiologista Leandro Rua Ribeiro, do Pronto Socorro, explica que, de todos os usuários que chegam com queixa de dor torácica, apenas uma parte tem, de fato, algum problema coronariano. Portanto, o protocolo implantado é importante, segundo o especialista, para da segurança na hora de liberar o paciente da suspeita e mandá-lo de volta para casa.
"Precisávamos uniformizar a conduta para permitir que, quem tem de fato doença coronariana permanecesse com o tratamento necessário e ter segurança para encaminhar os que não têm para casa e de volta aos ambulatórios", informou Rua.
O sucesso da implantação do protocolo se associa intimamente com o setor de Hemodiâmica, que funciona 24 horas por dia, assim como uma equipe de cardiologistas preparada para o atendimento.
Este protocolo, aplicado no Hucam, Vitória, Espírito Santo, tem fundamental importância, principalmente quando nem o quadro clínico inicial e nem o eletrocardiograma (ECG) de admissão são suficientes para definir o diagnóstico e o risco de eventos cardiovasculares desfavoráveis no curto e no médio prazos.
Por meio deste protocolo, é possível oferecer uma estratégia baseada em evidências adequada à estrutura das diferentes unidades de pronto atendimento, que orienta a tomada de decisões da equipe de clínicos emergencistas locais e, quando necessário, permite uma integração com cardiologistas e com os recursos tecnológicos de auxílio ao diagnóstico e tratamento desta unidade.
Embora o número de pacientes com essas queixas seja grande, apenas uma porcentagem tem o diagnóstico de doenças cardiovasculares graves.