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SUSTENTABILIDADE
Coleta seletiva permite reciclagem de 67% do lixo da Farmácia do Hucam
Almoxarifado da Farmácia Central, grande fonte de papelão agora destinado à reciclagem.
VITÓRIA (ES) - O Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam-Ufes) implantou uma nova solução para a coleta seletiva na Farmácia Central do hospital. Uma primeira análise mostrou que logo no primeiro mês de implantação (ainda em 2019) foi possível reduzir em 67% a destinação de resíduos comuns para o aterro sanitário, o equivalente a 4,3 m³ de lixo. Desde então, o material reciclado é destinado para uma associação de catadores.
Na Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis da Ilha de Vitória (Amariv), o resíduo seco da Farmácia é separado e reciclado. O comércio do material complementa a renda de 30 trabalhadores e gera benefícios indiretos para aproximadamente 320 pessoas.
Após o fim das obras de reestruturação da Farmácia do Hucam, em 2019, várias adaptações têm sido feitas para que a coleta seletiva pudesse ser implantada no setor. Uma das mudanças foi nos sacos de lixo utilizados:
“A gente entendeu que apenas separando o resíduo misto seco já era suficiente para manter a qualidade desse material para as associações de catadores. Então nós padronizamos o saco azul, que é para resíduo reciclado, daquilo que vai para o aterro sanitário, que entra no saco preto.”, afirma Davi Sales, presidente da Comissão do Programa de Gerenciamento de Resíduos de Saúde do Hucam-Ufes.
Outra melhoria foi a redução de uso dos próprios sacos. Nas mesas administrativas da Farmácia, o cesto de lixo passou a ser utilizado sem sacos plásticos. A medida simples tornou inviável descartar ali o lixo úmido e orgânico. A lixeira passou a servir então apenas para resíduos secos (plásticos e papéis). Assim, quando o profissional da limpeza chega para fazer a coleta, a separação do resíduo reciclável já ocorreu naturalmente, e ele passa nas mesas com um único saco azul.
Natalia Nilceia, enfermeira e integrante da Comissão do Programa de Gerenciamento de Resíduos de Saúde, explicou que o maior benefício desta nova rotina é socioambiental:
“A gente sensibiliza a comunidade interna de que o nosso material separado e reciclado está ajudando uma associação com 30 famílias que são dependentes desses recursos, então o impacto social gerado é fundamental.
A meta da Comissão para este ano é expandir isso, não só para os grandes concentradores de material reciclado (Almoxarifado Central e Farmácia), mas para todos os setores administrativos.