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ACOLHIMENTO

Serviço de Psicologia do Huap oferece acolhimento humanizado aos profissionais de saúde do hospital

Objetivo do psiCOVIDa é dar suporte emocional durante a pandemia de coronavírus
Publicado em 07/04/2020 17h56 Atualizado em 18/11/2020 14h50
psicoVIDA

Serviço de Psicologia do Huap oferece acolhimento humanizado aos profissionais de saúde do hospital

Pensando nos profissionais de saúde durante a pandemia de coronavírus, o setor de Psicologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) está oferecendo acolhimento e escuta àqueles que necessitarem de suporte psíquico ou emocional. O trabalho, chamado psiCOVIDa (em alusão ao Covid-19), é realizado pelas psicólogas Ana Paula Brandão, Andréia Thurler, Julia Reis, Marcia de Martino, Rosangela Pontual e Tânia Ventura, e conta com o apoio da psiquiatra Thabata Luiz. O acolhimento é oferecido aos profissionais do hospital de forma presencial ou online, e, conforme demanda avaliada pela equipe assistente, também aos pacientes internados e seus familiares.

Durante o surto de coronavírus, as seis psicólogas do Huap estão voltadas a esse atendimento, já que as consultas de ambulatório foram suspensas para evitar aglomeração no ambiente hospitalar. Seguindo as orientações do Conselho Federal de Psicologia, o objetivo do trabalho é levar aos acolhidos a mensagem de que eles não estão sozinhos neste momento. Segundo Júlia Reis, psicóloga do Huap e uma das profissionais envolvidas no psiCOVIDa, a oferta de serviço foi pensada como uma frente de acolhimento humanizado:

- Nós nos perguntamos o que poderíamos ofertar aos trabalhadores, em nível de escuta, também pensando em práticas de humanização. O objetivo principal é atender os profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate à pandemia e que tenham sido acometidos por desgaste físico, psíquico ou emocional. É um cuidado ampliado, pois entendemos que o profissional precisa estar bem emocionalmente para cuidar do outro.

Acolhimento também pode ser à distância

A ideia de ofertar acolhimento online, além de presencial, é para atender também os profissionais que não consigam estar no ambiente hospitalar nos horários de atendimento. Os motivos para a procura do atendimento são variados: questões emocionais; medo de contaminação; estresse próprio do trabalho; preocupação no uso correto de EPIs; etc. Dar conta dos medos, angústias e ansiedades, relatados através da escuta, é importante para que estes não se agravem, se manifestando sob a forma de sintomas, o que poderia acarretar no afastamento do trabalho.

- O efeito de um não acompanhamento pode levar a um agravamento desse quadro, gerando afastamento do profissional. Perderíamos força de trabalho, que é crucial para enfrentar a pandemia. É a maneira que encontramos de ajudar os profissionais a atravessarem essas possíveis dificuldades, além de diminuir o peso da carga de trabalho, para que ele consiga se sentir seguro nesse ambiente. Assim, ele pode realizar todos os procedimentos da melhor maneira. Se a gente não cuidar disso nesse momento, teremos muitos efeitos futuros -, complementou a psicóloga.

Atendimento é estendido a pacientes e seus familiares

O acolhimento também é feito presencialmente, mediante uma avaliação da equipe de saúde. Além disso, se estende aos familiares dos pacientes que venham a ser diagnosticados com Covid-19 e tenham que ser hospitalizados em isolamento. “Como os parentes não podem visitá-los, pensamos nas práticas humanizadas como forma de aproximar essas pessoas. É tornar possível alguma comunicação da família com o paciente através de cartas e desenhos de crianças, por exemplo”, explica Júlia.

O número de celular para primeiro contato com a equipe é (21) 96973-2977. Este é um Whatsapp específico do Grupo psiCOVIDa. A partir do recebimento da mensagem do interessado, a equipe definirá a forma de atendimento. A escuta presencial está sendo realizada no próprio Huap.

Unidade de Comunicação Social (UCS)