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HÁBITOS ALIMENTARES
Projeto de Educação Nutricional beneficia pacientes do HU
“A alimentação saudável faz parte do tratamento e é o primeiro item na prescrição do paciente”. A afirmação da nutricionista do HU-UFJF/EBSERH Clorisana Rameh é a base do projeto “Educação Nutricional”, desenvolvido com os pacientes internados no Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF/EBSERH). A iniciativa surgiu a partir da análise das triagens nutricionais dos usuários atendidos. As avaliações, realizadas nas primeiras 24h de internação, evidenciaram que muitos hábitos alimentares poderiam ser aprimorados ou adequados durante e após a internação hospitalar.
“Na triagem, nós fazemos a avaliação do estado nutricional, colhemos informações, como a dieta dele em casa, quais são as preferências alimentares, se há uma alguma alergia”, explica a profissional. Essa é uma das primeiras ações de intervenção hospitalar, pela qual as equipes conhecem a real alimentação do paciente e ajustam o novo cardápio. “Por exemplo, no período da Quaresma, temos pacientes que não comem carne; então, trocamos por ovo. Se temos alguém com intolerância à lactose, ofertamos leite de soja ou leite sem lactose, e assim por diante. O HU está preparado para fazer as adaptações da dieta para vegetarianos, veganos ovolactovegetarianos, celíacos, intolerantes à lactose”, enfatiza Rameh.
Segundo a chefe do serviço de Nutrição do HU, Maria Amélia Elias, as triagens são complementadas com as visitas diárias aos pacientes. “Nas visitas, ficamos sabendo quais alimentos o paciente prefere. Isso contribui com o estado geral, pois não adianta oferecermos uma comida ótima, se ele tiver aversão aquele alimento”, explica. Ela acrescenta, ainda, que a atuação da Nutrição é integrada. “A nutrição caminha junto ao tratamento medicamentoso, porque faz parte do tratamento clínico e faz com que o paciente receba alta hospitalar o mais rápido possível”, completa.
Conhecer para bem alimentar
“Eu aprendi que uma bala tem uma quantidade boa de açúcar, e sabemos que não comemos só uma. De bala em bala, estava ingerindo açúcar demais. Se não parasse, correria o risco de ficar diabética”, conta a paciente Maria Luzia Guazzi, beneficiada pelo projeto Educação Nutricional.
Ela esteve internada durante cinco dias e, após a alta hospitalar, sentiu-se satisfeita com as orientações da equipe. “Toda vez que ia à igreja, levava um pacote de bala para distribuir para as crianças. Fiquei assustada quando a nutricionista me mostrou a quantidade de açúcar em cada uma delas. Eu já havia começado a ter uma alimentação saudável, mas agora vou continuar mais forte”, afirma a paciente.
A chefe do serviço de Nutrição do HU conclui que o projeto verifica os hábitos errados na alimentação e faz o paciente entender o motivo de modificá-las. “Após acompanharmos diariamente o paciente, o mesmo profissional que o acompanhou durante o período de internação oferece as orientações, de forma bem lúdica, sobre cada alimento. No final, ele também as recebe de forma escrita para levar para casa”, completa Maria Amélia.
Bolsista: Franciane Freitas.