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SAÚDE DO CÉREBRO
HC-UFU/Ebserh é referência no atendimento ao paciente acometido pelo AVC isquêmico
Para enfrentar o AVC, as estratégias envolvem a prevenção dos fatores de riscos e o tratamento rápido e adequado para os pacientes.
Uberlândia (MG) – O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um dos problemas que mais afetam a população brasileira, sendo também uma das principais causas de morte no mundo, segundo o Ministério da Saúde (MS). Com foco neste tema e em lembrança ao Dia Mundial do AVC (29 de outubro), o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), promoverá um evento sobre o tema.
A programação incluirá atividades interativas no saguão principal no dia 06/11, com o tema “Tempo é cérebro”. Dentre as temáticas abordadas está a entrada no hospital, avaliação médica, reconhecimento dos sinais e sintomas, protocolo de AVC e exame de imagem, com foco conjunto em prevenção, no socorro imediato e no tratamento para qualidade de vida do paciente.
Segundo Michele Mamede de Oliveira, enfermeira da Unidade de Urgência e Emergência: “no saguão passam tanto profissionais quanto pacientes e acompanhantes, por isso a ideia principal é fazer uma conscientização de todos sobre os principais fatores de risco para o AVC e a importância de identificar os principais sinais e sintomas, para que o tratamento seja feito o mais rápido possível”.
AVC: sinais de alerta, diagnóstico e tratamento
O AVC provoca uma interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro e pode ocorrer de duas formas: o AVC Isquêmico, quando uma artéria está obstruída; e o AVC hemorrágico, quando acontece o rompimento da artéria causando uma hemorragia. O HC-UFU/Ebserh é referência no atendimento ao paciente acometido pelo AVC isquêmico, que é o tipo mais comum (cerca de 85% dos casos).
Quando o AVC acontece, os principais sinais são a fraqueza ou paralisia de um lado do corpo e/ou da face, dificuldade ao falar, alteração da visão e dificuldade de raciocínio. Além da análise clínica desses sintomas, o diagnóstico é auxiliado por exames de tomografia e ressonância magnética para avaliar a área afetada. É importante buscar atendimento médico de urgência assim que forem percebidos esses sinais para evitar maiores danos cerebrais. O tratamento agudo, assim que o episódio de AVC ocorrer, inclui o uso de medicamentos ou procedimentos para retirada do coágulo (no caso do isquêmico) ou drenagem (no caso do hemorrágico), conforme avaliação médica criteriosa de cada caso.
Entre os principais fatores de risco para a ocorrência do AVC estão: pressão e colesterol altos, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e sedentarismo. Por isso, a prevenção consiste em controlar esses fatores, mantendo hábitos de vida saudáveis e acompanhamento médico regular.
Pós-AVC
Uma dúvida frequente, segundo a neurologista Jullyanna Shinosaki, do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), é se, após o AVC, há possibilidade de piora das sequelas. “Não esperamos que algo adquirido com o AVC, como uma dificuldade de falar e de movimentar de um lado do corpo, piore ao longo do tempo. Esperamos que isso se estabilize e melhore com a reabilitação”.
Tratamentos multiprofissionais, incluindo fisioterapia e fonoaudiologia, por exemplo, auxiliam nessa recuperação. Mas algumas outras situações podem acontecer dias, meses ou anos depois do AVC que podem ser percebidas como uma piora global, porque impactam na qualidade de vida geral, conforme relata Jullyanna.
A especialista cita como exemplos a ocorrência de distúrbios de movimento, rigidez excessiva de grupos musculares (espasticidade), epilepsia, depressão e o comprometimento cognitivo, cujo espectro vai de leve (dificuldades de atenção e memória, por exemplo) a quadros demenciais. “É importante que a família esteja atenta para levar esses problemas ao médico que acompanha o paciente e sejam definidas as melhores opções para levar qualidade de vida pós-AVC”, finaliza.
Sobre a Ebserh
O HC-UFU faz parte da Rede Ebserh desde 2018. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Marília Rêgo e Pollyana Freitas, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh