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JANEIRO LILÁS
Craist, do HC-UFU/Ebserh, celebra Janeiro Lilás, mês dedicado à conscientização e à luta pela Visibilidade Trans
Janeiro Lilás é a campanha dedicada à conscientização e à luta pela Visibilidade Trans, culminando no dia 29 de janeiro, data que marca o Dia Nacional da Visibilidade Trans. O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), conta com o Centro de Referência em Atenção Integral para Saúde Transespecífica (Craist), que oferta atendimentos para atendimento psicológico e psiquiátrico, nutrição, serviço social, prescrição e orientação de tratamento hormonal.
O Craist realizou, em 2025, mais de 2,2 mil (2.297) atendimentos, sendo: 910 consultas de terapia hormonal e/ou ginecologia, 308 atendimentos de nutrição, 32 de assistência social, 448 de psiquiatria e 599 em acolhimento e psicologia. O fluxo de atendimentos clínicos e acolhimento é de livre demanda. Pessoas interessadas podem ir até o ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia do HC-UFU, às sextas-feiras, entre 7h30 e 11h.
Relato de uma pessoa feliz
Ludimila Fernandes Magalhães, aposentada de 69 anos, é uma dessas pacientes. Ela faz acompanhamento no Craist há cerca de 5 anos: “Eu fiz todo o meu controle hormonal no Craist. Sou uma pessoa feliz e gosto muito do atendimento deles. São muito bacanas, um pessoal muito carinhoso com a gente, tratam a gente super bem”.
“Eu demorei muito a me assumir trans, porque eu queria ser mulher, mas não gostava de homem e eu achava que não tinha jeito. Aí um dia eu conheci uma influencer digital, que falou assim: ‘eu sou uma translésbica’. Aí nesse dia eu fiquei sabendo que eu também era uma translésbica. Eu fiz um curso de hormonioterapia, criei um guia de terapia hormonal para mim e comecei. Quando falei para a minha médica do postinho de saúde que estava me hormonizando, ela ficou muito brava comigo, falou que eu ia me matar, e me encaminhou para o HC-UFU com urgência”, contou Ludimila.
“No Craist, eu apresentei o meu guia de terapia hormonal e os resultados que eu já tinha, e a médica me falou que dei sorte, mas orientou a parar e começar a fazer o tratamento direito. Aí eu passei a usar de acordo com a receita, fazer os exames, foi tudo maravilhoso. Estou feliz e só tenho a agradecer a eles. Foi uma coisa muito bacana, que aconteceu na minha vida”, celebrou a aposentada.
Preconceito
“Existe, no meio o LGBTQI+, muito preconceito, por isso eu parei de me envolver. Eu, por exemplo, sou uma translésbica, mas as lésbicas não me aceitam como lésbica. Falam que eu sou homem. Então, também tem muito preconceito no nosso meio. Graças a Deus, na minha família todos me respeitam. Se me aceitam, eu não sei, mas pelo menos me respeitam. Eu tive seis filhos, cinco legítimos e um adotivo, todos me aceitam e me tratam super bem. Eu gosto muito de mim em primeiro lugar. Então eu sou uma pessoa resolvida e estou feliz com a minha atitude. Amo a mulher que me tornei, mas eu fico mais na minha”, finalizou Ludimila.
Rede Ebserh
O HC-UFU faz parte da Rede Ebserh desde maio de 2018. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação: Pollyana Freitas
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh