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Semana Mundial da Amamentação reforça importância da prática até os dois anos de idade
Com o tema “Proteger a amamentação: uma responsabilidade de todos”, a Semana Mundial da Amamentação, que teve início no último domingo (1º), reforça a importância da promoção, do apoio e da proteção do aleitamento materno como a prática mais efetiva para salvar vidas infantis. O leite materno protege a criança contra diarreias, infecções, alergias e diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes. Na mãe, a prática auxilia na perda de peso, ajuda o útero a recuperar seu tamanho e reduz o risco de câncer de mama e ovário.
A OPAS/OMS recomenda que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite da mãe até os 6 meses e que a amamentação continue acontecendo, juntamente com outros alimentos, por até 2 anos ou mais. O Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh promove e apoia a amamentação através do cumprimento dos “Dez passos para o sucesso do aleitamento materno” e demais critérios da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, título que a instituição detém desde 2008.
Por meio do Posto de Coleta e Armazenamento de Leite Humano do HC, lactantes que estão com seus filhos internados na Unidade de Ginecologia, Obstetrícia e Neonatologia, bem como as puérperas, recebem apoio e orientações. “Atendemos também mulheres que não são pacientes do HC-UFMG/Ebserh, mas que querem doar o seu leite. Além da coleta, a nossa equipe atua auxiliando mulheres com problemas na amamentação, como fissura ou mastite”, explicou a coordenadora do Posto de Coleta e Armazenamento de Leite Humano, a médica Maria Cândida Bouzada. A equipe é composta por 12 profissionais, dentre médicos, enfermeiros, nutricionistas, técnicos e auxiliares de enfermagem.
Todas as mulheres lactantes são candidatas a doar seu leite, incluindo trabalhadoras do HC, que recebem apoio para que a amamentação continue mesmo após o retorno ao trabalho. É o caso da enfermeira Isadora Leopoldino, que de volta à rotina no hospital, segue amamentando o pequeno Rafael, de seis meses e 10 dias. “Quando estou trabalhando, vou ao banco de leite para esvaziar o peito, que fica cheio ao longo da jornada. Dessa forma, além de garantir o leite do Rafa para quando eu não estou em casa, eu também alivio a mama, que fica cheia, e consigo manter a produção de leite”, explicou. “A estrutura que temos no banco de leite permite o adequado acondicionamento do leite, evitando contaminação, além de termos um cantinho com privacidade para fazer a ordenha”, completou.
O leite ordenhado é armazenado em freezer para, posteriormente, ser dado ao bebê. O das doadoras é encaminhado para pasteurização no Banco de Leite da Maternidade Odete Valadares e, em seguida, distribuído para consumo dos bebês, principalmente os pré-termos. No primeiro semestre deste ano, o HC doou 45 litros para a instituição. Cada 300 mL de leite doado alimenta até 10 recém-nascidos por dia.