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PREVENÇÃO
Gestação e tabagismo: Combinação representa riscos à saúde
Salvador (BA) – O tabagismo é causa de uma série de doenças com malefícios físicos e psíquicos e prejuízos aos sistemas de saúde mundo afora, sendo responsável pela grande maioria de mortes em casos de câncer de pulmão, infarto e derrames cerebrais. O fumo é o maior causador de mortes evitáveis do planeta. No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado no fim de agosto, os especialistas da Rede Ebserh reforçam a importância de evitar essa droga.
O cigarro prejudica até quem ainda não nasceu. Os impactos do tabagismo na gestação são graves e podem provocar a prematuridade, o abortamento e a morte súbita infantil, além de repercussões graves ao longo de toda a vida, como malformações congênitas e alterações neurológicas, que provocam danos ao desenvolvimento cognitivo e psicomotor da criança.
“As substâncias nocivas do cigarro interagem na placenta promovendo alterações que impactam o bebê, que cresce pouco e pode sofrer malformações”, alertou Dra. Lorena Magalhães, a ginecologista obstetra da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), atuante na Maternidade Climério Oliveira (MCO-UFBA). Ela ressaltou que o fumo pode provocar o descolamento prematuro de placenta, podendo levar o bebê a óbito, caso o parto não seja imediato.
Baseada em estudos, a médica informa ainda que o fumo na gravidez é responsável por 20% dos fetos com baixo peso ao nascer, por 8% dos partos prematuros e por 5% das mortes perinatais. “Quanto mais a gente disseminar a ideia de a mulher parar de fumar ao descobrir que está grávida melhor será para a sua gestação e para o bebê”, comentou Lorena. O tabagismo coloca em risco a saúde das mães e de seus filhos, com potenciais problemas cardíacos, alergias, distúrbios do sono e infecções respiratórias. “Bebês expostos ao fumo passivo têm maior risco de morte súbita e de doenças pulmonares até um ano de idade”, completa Lorena Magalhães.
Acesso a tratamentos gratuitos e universais na Maternidade Climério de Oliveira
Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento contra o tabagismo, a doença crônica causada pela dependência à nicotina, é gratuito. Esse cuidado ao dependente envolve uma equipe multiprofissional, composta por médicos, psicólogos, e uso de medicamentos.
O combate ao fumo para pacientes em período gestacional tem início efetivo por meio da sensibilidade dos profissionais na maternidade. Algumas gestantes omitem o uso do cigarro, principalmente quando envolve o uso de outras substâncias, então, os profissionais atuam inicialmente na identificação e posterior convencimento sobre os riscos da combinação Gestação-Tabagismo.
O tratamento-padrão é realizado por uma equipe multidisciplinar, além do acompanhamento obstétrico. No período de desintoxicação, em que geralmente ocorrem sintomas de abstinência, o encaminhamento para a especialidade psicológica ajuda a gestante com questões emocionais e picos de estresse. Nessa fase, há também o suporte medicamentoso para evitar riscos de recaídas e fortalecer a paciente para enfrentar situações de potenciais estímulos ao uso. É importante a interação entre especialistas da rede Ebserh na maternidade para estabelecer as medicações corretas e tratamentos mais efetivos de acordo com a fisiologia de cada gestante atendida. Dessa forma, evita-se efeitos colaterais indesejados ou interações medicamentosas prejudiciais à saúde da mãe e do bebê.
Sobre a Ebserh
A MCO-UFBA faz parte da Rede Ebserh desde 2012. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Moisés de Holanda Vieira com informações de Diego Martin