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DIA MUNDIAL DO RIM
HUPAA-Ufal participa da campanha em defesa da saúde dos rins
Maceió (AL) – A segunda quinta-feira do mês de março, que neste ano cai no dia 14, é o Dia Mundial do Rim, uma data criada com o objetivo de alertar para a importância deste órgão. Com o tema “Saúde dos rins (& exame de creatinina) para todos: porque todos têm o direito ao diagnóstico e acesso ao tratamento”, a campanha é desenvolvida por instituições públicas e privadas com o objetivo de chamar atenção para a avaliação de saúde renal, a importância do diagnóstico precoce, as formas de prevenção e de tratamento.
O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), participou da campanha com uma ação no saguão do ambulatório do HUPAA, dia 14 de março, com a equipe multidisciplinar da nefrologia e alunos da liga de nefrologia e hipertensão de alagoas (LINEHAL) da Ufal. Nesta ação foram levadas informação e orientação aos usuários do hospital sobre prevenção e tratamento das doenças renais que atingem o número assustador de 10% da população; com a maioria dos atingidos desconhecendo a sua condição e por conta disso não procuram atendimento especializado precocemente; o que leva a números cada ano maiores de pacientes iniciando.
A Sociedade Brasileira de Nefrologia em Alagoas estará no dia 17 de março na orla de Ponta Verde (rua fechada) com sua ação anual junto a população em alusão a esta importante data para a Nefrologia mundial.
Especialistas da rede Ebserh explicam que a Doença Renal Crônica (DRC) pode ser prevenida e suas formas de tratamento, embora tenham passado por avanços em termos de medicação e técnicas, ainda são complexas e caras. Daí a importância de promover o tratamento adequado para pacientes que têm fatores de risco (como diabetes e hipertensão), estimular hábitos saudáveis e orientar sobre a necessidade de exames periódicos, principalmente de creatinina.
Trata-se de um exame de sangue feito na rede pública, usado para triagem de doença renal. A creatinina é um composto originado da creatina e que é filtrado e eliminado pelos rins. Então, medir as taxas dessa substância no sangue é uma maneira de avaliar a saúde renal de um paciente.
A DRC acomete 10% da população, o que representa 20 milhões de pessoas no Brasil, sendo que em geral os casos são diagnosticados nas fases mais avançadas da doença, quando os sintomas costumam aparecer e, no momento do diagnóstico, muitos pacientes já precisam da terapia renal substituta, como a diálise. A doença renal também aumenta o risco cardiovascular dos pacientes, levando a uma série de complicações como o infarto, AVC e óbito.
Segundo especialistas, para a prevenção, o primeiro passo é avaliar o funcionamento dos rins e procurar atendimento se for detectado algum sinal da doença. Se houver algum grau de disfunção renal, é preciso adequar as orientações ao tipo e estágio da doença, o que pode ser feito pelo nefrologista em conjunto com a equipe multidisciplinar.
Se os rins estiverem bons, a dica é manter os bons hábitos de vida, como a prática de atividade física regular, evitar sobrepeso/obesidade, dieta saudável evitando excesso de sal ou alimentos ultraprocessados, ingerir a quantidade adequada de água (30 mililitros para cada quilo, aumentando a quantidade na maior exposição do sol e calor) e evitar o uso frequente de medicamentos sem prescrição médica, especialmente anti-inflamatórios.
Médicos da rede Ebserh explicam que os indivíduos que pertencem aos principais grupos de risco para a doença renal (hipertensão arterial, diabetes, história familiar de doença renal, doença cardiovascular ou ser idoso) devem procurar o profissional de saúde para avaliar a saúde renal imediatamente. Alterações urinárias, como a presença de espuma e coloração avermelhada, podem sugerir proteína no sangue ou sangue na urina, que são indicativos de problemas renais. Em todos estes casos, a recomendação é procurar o serviço de saúde para avaliação dos rins.
Nos hospitais da rede Ebserh e nos hospitais públicos em geral, as linhas de cuidado para pacientes renais incluem o tratamento conservador, com consultas ambulatoriais com nefrologistas, a fim de retardar a progressão da doença, além da hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal, que são as terapias de substituição da função renal.
Sobre a Ebserh
O Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA/UFAL) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação: Sinval Paulino e Rejane Lessa, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social