Notícias
SETEMBRO VERDE
HUPAA realiza II Simpósio de Transplantes e reforça importância da doação de órgãos no Setembro Verde
Maceió-AL - O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), promoveu o II Simpósio de Transplantes na última terça-feira (9). O evento integra a campanha Setembro Verde, dedicada à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.
Profissionais da saúde, estudantes, pesquisadores e representantes da sociedade civil lotaram o auditório para assistir aos debates interdisciplinares sobre os avanços, desafios e conquistas da prática transplantadora no Brasil.
Segundo a médica hepatologista do HUPAA-Ufal e organizadora do encontro, Dra. Leila Tojal, a programação foi pensada para criar um ambiente de troca e sensibilização. “O simpósio é um espaço de aprendizado, integração e inspiração. Queremos reforçar que cada vida salva por meio de um transplante é fruto de um gesto de solidariedade que precisa ser cada vez mais valorizado e compreendido pela sociedade”, destacou.
A especialista ressaltou ainda alguns desafios no processo de doação e explicou que a autorização depende, sobretudo, do consentimento da família. “Existe um mito de que a retirada do órgão para doação causaria a morte do doador que ainda possui o coração batendo. Na verdade, é a morte encefálica que confirma o óbito e, para isso, são realizados vários exames e testes para confirmação da morte cerebral, que levará inevitavelmente ao fim da atividade cardíaca em poucas horas”, esclareceu a médica.
De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 78 mil pessoas aguardam na fila de transplantes no país. Apesar de o Brasil ter atingido, em 2024, seu recorde histórico de procedimentos — com mais de 30 mil transplantes realizados, um crescimento de 18% em relação a 2022 — ainda há um longo caminho para reduzir a espera.
“É necessário um rigoroso critério para que o órgão seja elegível para doação, desde a confirmação da morte encefálica até o diálogo com familiares e a logística que envolve exames de compatibilidade, transporte e a cirurgia transplantadora. Muitas vezes, a pessoa doadora pode padecer de outras doenças que impossibilitam a doação. Por isso, é tão importante a conscientização da sociedade sobre o tema”, finalizou Dra. Leila Tojal.
Além dos órgãos vitais, os transplantes de tecidos — como córnea, pele, ossos, valvas cardíacas e tendões — também desempenham papel essencial na reabilitação e qualidade de vida dos pacientes. Ao encerrar o simpósio, os organizadores reforçaram a mensagem central do Setembro Verde: informar os familiares sobre o desejo de ser doador é o primeiro passo para transformar solidariedade em vidas salvas.
Sobre o HUPAA e a Ebserh
O HUPAA integra a Rede Ebserh desde 2014 e, como hospital universitário, alia assistência de alta complexidade pelo SUS à formação de profissionais de saúde, pesquisa e inovação. Criada em 2011, a Ebserh é vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e administra atualmente 45 hospitais universitários federais.
Por Suzana Dias com revisão de Rejane Lessa