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Huol-UFRN promove capacitação em transplante renal durante Setembro Verde
Natal (RN) – Em alusão ao Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos, o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN), vinculado à Ebserh, está realizando a terceira edição do ciclo de capacitação em transplante renal. O evento semanal, realizado todas as quartas-feiras até novembro, tem como objetivo atualizar e capacitar a equipe multiprofissional que atua na área.
A capacitação, realizada de forma online, é aberta a nefrologistas, enfermeiros, residentes, cirurgiões e a todos os interessados em se aprofundar no tema. Iniciado em agosto, o ciclo conta com a participação de palestrantes convidados de todo o país, que abordam desde o pré-transplante e a imunologia até o pós-operatório.
Os conhecimentos repassados nas palestras são aplicados na prática no ambulatório e na enfermaria de transplante, visando atualizar profissionais e melhorar a assistência aos pacientes. De acordo com a nefrologista Kellen Costa, coordenadora do serviço de transplante renal do Huol, a atualização constante é crucial.
“O transplante renal é o melhor tratamento, com maior sobrevida e qualidade de vida para os pacientes renais crônicos. Assim, a atualização no tema é uma necessidade, não só para os estudantes, mas para todos os profissionais que trabalham com a especialidade”, explicou.
O nefrologista Maurício Galvão, com mais de 20 anos de experiência na área, foi um dos palestrantes e abordou temas como diagnóstico da morte por critérios neurológicos e entrevista familiar para doação de órgãos. Ele ressaltou a importância da iniciativa.
"Essa é uma forma de manter uma educação permanente do grupo, reforçando temas relevantes. O formato online permite que mais pessoas participem, e os convidados possuem alto nível de conhecimento, o que contribui para a melhoria contínua da qualidade do serviço", destacou.
A jornada do transplante
O processo de doação e transplante é complexo e envolve múltiplas etapas. Ele começa com a manifestação de vontade do doador em vida, passa pelo diagnóstico de morte encefálica (para órgãos) ou parada cardiorrespiratória (para tecidos), e segue com a abordagem familiar pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos (Cihdott), exames de compatibilidade, até a retirada do órgão, o transporte e a cirurgia.
Marcos Antônio Da Silva, 38 anos, é transplantado há 20 anos e relata como a doação de órgãos transformou sua vida. “Fiz hemodiálise por 11 meses até conseguir fazer o transplante. Após isso, minha vida mudou. Apesar da minha imunidade ficar fraca, levo uma vida praticamente normal”, enfatizou.
Referência no RN
O serviço de transplante renal do Huol é uma referência no Rio Grande do Norte. Suas atividades começaram em 1998 e, desde então, o hospital mantém um programa de residência em nefrologia, onde a passagem pela equipe de transplante é parte obrigatória da formação dos médicos.
Sobre a Ebserh
O Huol-UFRN faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Paulina Oliveira
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh