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SAÚDE PÚBLICA
Hospital Universitário promoveu programação alusiva ao Dia Mundial da Sepse
Natal (RN) - Com o objetivo de conscientizar a comunidade hospitalar sobre os riscos da sepse, o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), promoveu no mês de setembro uma programação especial em alusão ao Dia Mundial da Sepse (13 de setembro). As ações consistiram na distribuição de material informativo, stand educativo, gincana e sorteio de brindes.
A campanha educativa “Sepse: Cada hora conta! Conheça os 5 fatos e 5 ações!”, organizada pela Unidade de Vigilância em Saúde (UVS) do hospital, foi o destaque da programação. A iniciativa contou com a participação de 324 profissionais de saúde, que responderam a um questionário para testar seus conhecimentos sobre o tema.
Do total de participantes, 131 acertaram todas as questões e se classificaram para um sorteio eletrônico. A ganhadora foi a enfermeira Mariana Felix de Lima, que recebeu como prêmio um rodízio de carnes em reconhecimento ao seu desempenho.
Para a chefe da Unidade de Vigilância em Saúde, Bruna Giane Saidelles, o sucesso da campanha vai além da aquisição de conhecimento. “A iniciativa representou mais do que um momento educativo, foi uma forma de mobilizar e valorizar os profissionais de diferentes categorias, reforçando que o trabalho em equipe é essencial para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da sepse”, destacou.
Sepse
O primeiro ponto a ser esclarecido é o termo “infecção generalizada”, popularmente associado a sepse. A expressão sugere que o microrganismo tenha se espalhado pelo corpo todo, mas isso não é necessário para que a sepse aconteça. A doença é, na verdade, uma resposta desregulada do corpo a uma infecção.
A sepse pode ser provocada por bactérias, fungos, vírus ou protozoários e está entre as principais causas de morte no mundo. Além de trazer grande impacto para os pacientes e suas famílias, também gera altos custos para o sistema de saúde. Por isso, prevenir, identificar cedo, tratar rapidamente e oferecer reabilitação são etapas essenciais para reduzir complicações e salvar vidas. Entre os sintomas da sepse, estão a alteração do nível de consciência, dificuldade respiratória, queda da pressão arterial, redução da produção de urina e alterações de coagulação.
Qualquer infecção pode dar origem à sepse
Diferentes fatores podem estar associados para que essa resposta desregulada do corpo aconteça, como o local onde a infecção ocorre, o ambiente em que o paciente se encontra, o uso prévio de antibióticos que podem provocar uma resistência, a presença de dispositivos invasivos, cirurgias recentes, além de condições clínicas como imunossupressão e comorbidades.
Algumas bactérias são mais comuns de serem verificadas nos casos de sepse, especialmente aquelas associadas a infecções de pele, pneumonia e trato urinário, mas qualquer tipo de infecção pode dar origem à sepse, seja por bactérias, fungos ou vírus. A prevenção da sepse passa por medidas simples, como a higienização das mãos, a vacinação, prevenção de infecções, acesso ao saneamento básico, entre outras.
Rapidez é a palavra-chave
A boa condução dos casos de sepse está diretamente relacionada à rapidez com que as intervenções terapêuticas precisam ser realizadas. O uso de antibiótico deve ser feito na primeira hora de atendimento e o acesso à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), quando indicado, precisa acontecer dentro das primeiras seis horas.
Embora o uso rápido de antibióticos seja essencial, também existe um risco de resistência bacteriana, que pede atenção na conduta hospitalar. A orientação é a de que o paciente seja medicado com um antibiótico de amplo espectro que combate um número maior de microrganismos e, assim que o exame identificar qual é o agente infeccioso, um medicamento mais específico para combatê-lo é utilizado. Tudo isso deve ser acompanhado de perto, observando a progressão do quadro do paciente.
Sobre a Ebserh
O Huol-UFRN faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Marília Rêgo e Paulina Oliveira, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh