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HEMOVIGILÂNCIA
Agência transfusional adota técnica de identificação para pacientes transfundidos
Com o objetivo de garantir uma transfusão cada vez mais segura aos pacientes assistidos, a equipe da Agência Transfusional do Hospital Universitário Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba e vinculada à Rede Ebserh, adotou o uso de placas identificadoras para pacientes recém transfundidos.
A técnica foi implantada no início de 2019, com o apoio das alunas do curso de graduação em farmácia da UFPB, e é fruto de uma das ações do projeto de extensão em hemovigilância coordenado pela professora do Departamento de Ciências Farmacêuticas do Centro de Ciências da Saúde (DCF/CCS), Daniele Idalino Janebro. As placas são fixadas no leito do paciente imediatamente após iniciada a hemotransfusão e são retiradas após 24 horas. A finalidade é investigar e notificar efeitos adversos ao procedimento que possam, porventura, surgir.
“A iniciativa pactuada com as alunas é considerada de grande importância para segurança transfusional, minimiza subnotificação dos eventos adversos e contribui para o processo de melhoria da qualidade dos procedimentos hemoterápicos executados na unidade.Trata-se de uma estratégia de reforço à hemovigilância do HULW”, destacou Germana Arruda, farmacêutica responsável pelo processo hemoterápico do HULW e membro do Núcleo de Segurança do Paciente do hospital.
A utilização das placas se insere como uma das ações estratégicas para melhoria da hemovigilância no hospital, que é um sistema de avaliação e alerta organizado com o objetivo de recolher e avaliar informações sobre efeitos indesejáveis e/ou inesperados da utilização de hemocomponentes, a fim de prevenir seu aparecimento ou recorrência.
A coordenadora de enfermagem da Agência Transfusional, Nathalia Saraiva, que acompanha o processo de hemovigilância, informou que o uso das placas melhora o monitoramento da terapia transfusional, possibilitando que todos os profissionais da equipe multidisciplinar da área assistencial tenham conhecimento de que determinado paciente está sendo ou foi transfundido recentemente.
“Diante disso, acredita-se que possíveis efeitos adversos à hemotransfusão sejam adequadamente identificados e, por conseguinte, notificados à Unidade de Gestão de Riscos Assistenciais por meio do VIGIHOSP, um dos módulos do sistema de Informações Gerenciais da EBSERH (SIG EBSERH), e do Notivisa, sistema informatizado desenvolvido pela Anvisa”, detalhou Nathalia.
As placas foram confeccionadas em material de fácil higienização (lavagem e desinfecção) para evitar possíveis contaminações. A retirada é feita por uma das enfermeiras da Agência Transfusional.
Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
O HLW-UFPB faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.
Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.
Jacqueline Santos - Jornalista HULW-UFPB/Ebserh
Crédito das fotos: Rogério Monteiro