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MAIO ROXO
HU-UFPI é referência no tratamento de Doenças Inflamatórias Intestinais
“Sem o HU-UFPI eu não teria qualidade de vida, talvez não estivesse viva. Este Hospital é fundamental para minha vida”, conta Judite Teixeira, 54 anos, diagnosticada com Doença de Crohn, após a constatação de uma perfuração intestinal (fístula). Hoje dirigente da Associação de Portadores da Doença de Crohn e Retocolite do Norte e Nordeste do Brasil (Acronn – BR), Judite é paciente do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que se firmou como centro especializado no tratamento de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) na região Nordeste.
Cerca de 500 pacientes são acompanhados por uma equipe multiprofissional, incluindo médicos, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e farmacêuticos. Contando com uma Unidade do Aparelho Digestivo, a equipe médica que presta assistência a esses pacientes é composta por gastroenterologistas, endoscopistas e proctologistas, com uma média de 200 consultas por mês. “A equipe é muito capacitada e nos acolheu de coração aberto. A cada três meses, faço consultas e exames e, a cada oito semanas, recebo infusão de medicamentos”, conta Judite Teixeira.
Desde janeiro deste ano, os pacientes também podem receber os medicamentos utilizados no tratamento no próprio HU-UFPI, onde funciona, na Farmácia Ambulatorial do Hospital, um posto da Farmácia de Componente Especializado da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi).
De acordo com o farmacêutico Rafael Veloso, que atua na Unidade de Farmácia Clínica do HU-UFPI, 150 pacientes já recebem sua medicação no próprio hospital. “Além de consulta médica que propicia o diagnóstico, a pessoa tem assistência multiprofissional e pode solicitar que o recebimento da medicação aconteça no HU. Nos casos indicados, a infusão do medicamento também é realizada no hospital”, explica o farmacêutico.
As Doenças Inflamatórias Intestinais mais conhecidas são a Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU), que afetam diferentes segmentos do trato gastrointestinal. A primeira pode acometer segmentos da boca ao ânus, enquanto que a outra se restringe ao intestino grosso. Os sintomas mais comuns das DII são diarreia crônica, cólicas abdominais, sangramento retal, febre, perda de apetite, perda de peso e fraqueza.
O médico gastroenterologista e professor da UFPI, José Miguel Parente, também Superintendente do Hospital Universitário ressalta que, com a percepção desses sintomas, de forma crônica ou persistente, “a pessoa deve procurar uma assistência de saúde que realize seu encaminhamento para atendimento por um gastroenterologista que tenha conhecimento em DII”. Ele acrescenta que, dessa forma, “o especialista vai fazer os encaminhamentos para que ocorra o diagnóstico e, assim, irá propor a terapia adequada”.
Ensino e Pesquisa
Além da assistência aos pacientes, o HU-UFPI mantém um grupo de pesquisa multiprofissional com a realização de estudos sobre doenças inflamatórias intestinais. “No HU-UFPI, nós também nos preocupamos com o avanço do conhecimento cientifico na área, de forma a contribuirmos para o aprimoramento da assistência ao paciente”, afirma José Miguel Parente, um dos especialistas no tratamento de DII.
A Enfermeira Mauryane Lopes, ex-residente do HU-UFPI, é uma das pesquisadoras que se dedicam ao estudo de boas práticas avançadas em Enfermagem em DII, especialmente no que se refere à doença de Crohn. Atualmente, realiza pesquisa sobre o assunto, no âmbito de doutorado, no Programa de Pós-graduação em Enfermagem (PPGEn) da UFPI, sob orientação da professora e enfermeira Grazielle da Silva. “Os pacientes diagnosticados com DII requerem cuidados de médio a longo prazos em todos os aspectos, sejam eles físicos, sistêmicos, sociais e emocionais”, enumera.
Ao propor o “GerenciaQualiCrohn”, um fluxograma que guia o enfermeiro no gerenciamento de casos com foco na qualidade de vida, Mauryanne Lopes atesta a importância da intervenção da enfermagem, de forma personalizada, de acordo com necessidade de cada paciente. Ela lembra, ainda, que as boas práticas de Enfermagem em DII garantem redução de custos e, principalmente, satisfação dos pacientes. “A abordagem multidisciplinar e a inserção de um programa de gerenciamento de caso que busque conhecer as necessidades dos pacientes são importantes para criação de vínculos e confiança”, conclui.
Maio Roxo
Anualmente ocorre em vários países o Maio Roxo - campanha de conscientização em DDI. No Piauí, a Acronn - BR promoveu atividades de conscientização nos dias 17 e 18, nas cidades de Piripiri, Parnaíba, Brasileira e Teresina. “Foram atividades de conscientização e esclarecimento”, informa Judite. A Acronn – BR realiza as reuniões de sua diretoria nas dependências físicas do HU-UFPI.
Sobre a Ebserh
Desde abril de 2013, o HU-UFPI é filiado à Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação que atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é promover, em parceria com as universidades, o ensino, a pesquisa e a extensão nas unidades filiadas, além de aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do SUS.
A empresa, criada em dezembro de 2011, administra atualmente 40 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.