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DOAÇÃO
Realizado 1º transplante de medula óssea com doação de células de mãe para filho
Mãe se submeteu a transplante para salvar a vida do filho. (Foto: Sarah Serafim)
O Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), ligado à rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), realizou o primeiro transplante haploidêntico do Estado do Ceará hoje, dia 18 de outubro. O paciente, um jovem de 22 anos, natural de Quixadá, é portador de leucemia mielóide aguda e, após tratamento quimioterápico, apresentou recaída da doença. Ele recebeu as células da mãe. A parceria HUWC/Hemoce já contabiliza 280 transplantes de medula óssea, sendo 242 autólogos e 38 alogênicos.
O chefe da Unidade de Hematologia do Hospital Universitário Walter Cantídio, Dr. Fernando Barroso, explica que, no transplante alogênico, há a figura do doador, que pode ser aparentado (irmão) ou não aparentado (proveniente de bancos de doadores, como o Redome – Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). No caso do transplante haploidêntico inédito realizado hoje, há 50% de compatibilidade entre doador e receptor (podendo o doador ser um dos genitores ou um irmão). No caso, foi a mãe que doou as células.
“O paciente é submetido a altas doses de quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia também. Um dia antes de o paciente receber as células-tronco, a coleta é feita no doador. Após a infusão das células doadas, o paciente permanece internado até que a nova medula comece a funcionar normalmente”, explica o hematologista. A Unidade de Hematologia do HUWC é a única do Estado a realizar transplante de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a primeira a fazer o do tipo haploidêntico.
Dr. Fernando acrescenta que o que ocorreu hoje no Hospital Universitário Walter Cantídio é um grande feito, tendo em vista que abre um campo de novas possibilidades para pacientes que precisam do transplante de medula óssea. “A realização do transplante haploidêntico pode ajudar a resolver a questão de pacientes que não têm doador compatível e não podem esperar até encontrar um doador com compatibilidade. A possibilidade de contar com um parente que seja 50% compatível revolucionou a área dos transplantes, porque hoje praticamente todo mundo tem um doador, pode ser o pai, a mãe, um irmão e até um primo”, diz o médico.
Transplantes haploidênticos já foram realizados em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. No Ceará, foi a primeira vez. Segundo Dr. Fernando, a taxa de sucesso para esse tipo de transplante de medula óssea é de 60%.
Outros tipos
Além desse, existe o transplante do tipo autólogo, que consiste no autotransplante. Ou seja, o próprio paciente é a fonte de células-tronco hematopoéticas. Nesse procedimento, o paciente faz uso de uma medicação que estimula a produção de células-tronco e realiza a coleta dessas células presentes no sangue por meio de um processo automatizado chamado aférese. Essas células, então, são armazenadas por congelamento. Em um segundo momento, o paciente é internado e submetido a altas doses de quimioterapia e posterior infusão das células-tronco que estavam armazenadas.
O transplante alogênico não aparentado, por sua vez, ocorre quando não se encontra um doador familiar. A busca por um doador começa com a inscrição do paciente no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), que é gerido pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). O sistema faz a busca de um doador compatível. Encontrando-se esse doador, o centro responsável pelo paciente é comunicado e o doador é convocado pelo hemocentro onde está inscrito. Há uma programação conjunta entre a internação e a quimioterapia do paciente e a coleta das células-tronco do doador onde quer que ele esteja.
Um pouco de história
A Unidade de Onco-Hematologia do Hospital Universitário Walter Cantídio iniciou, em agosto de 2008, o transplante do tipo autólogo. Em 2014, fez o primeiro transplante alogênico aparentado com sangue periférico como fonte de células-tronco. No ano passado, ocorreu o primeiro transplante alogênico aparentado com a coleta das células-tronco do doador feita direto da medula óssea, por múltiplas punções ósseas no osso da bacia em centro cirúrgico. Em abril de 2016, o primeiro transplante alogênico não aparentado. Em todos os transplantes, houve participação efetiva do Hemoce.
“Temos uma equipe multidisciplinar. Hoje, são médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionista, assistente social, psicólogo e dentista. Todos envolvidos nas mais diversas fases do transplante de medula óssea a fim de melhorar a assistência aos nossos pacientes”, resume, Dr. Fernando Barroso, a participação da equipe no trabalho realizado. De uma forma geral, a taxa de sucesso nos transplantes de medula óssea alcança a impressionante marca de 98% no Hospital Universitário.
Para ser doador
Para se cadastrar como doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos, não ter tido câncer e apresentar documento de identidade e comprovante de endereço. O cadastro será concluído com a assinatura de um Termo de Consentimento e a coleta de uma amostra de sangue (10 ml). É importante sempre deixar seu cadastro atualizado para que o Hemoce tenha como localizar o doador. Para isso basta entrar em contato com o Núcleo de Medula Óssea, enviando as alterações de dados para o e-mail nucleo.medula@hemoce.ce.gov.br
Veja, abaixo, a cobertura dada pela imprensa local a esse tema:
Mãe se submeteu a transplante inédito no Ceará para salvar a vida do filho com câncer.
Filho de Joana D’arc tem 22 anos e sofre de leucemia há dois anos.
Ele receberá transplante da mãe em cirurgia sem compatibilidade completa.
G1 Ceará – Notícias – 18/10/2016
Mãe se submete a transplante inédito no Ceará para tentar salvar filho com leucemia
Verdes Mares – CE TV 1ª Edição – 18/10/2016 2’36
Hospital Universitário Walter Cantídio utiliza técnica pioneira de transplante no Ceará
O paciente recebeu as células da medula da mãe, que apresentou 60% de compatibilidade
Diário do Nordeste – Cidade – 18/10/2016
Hospital faz transplante pioneiro de medula
O paciente recebeu as células da medula da mãe, que apresentou compatibilidade de 60% com o filho
Diário do Nordeste – Cidade – 19/10/2016
Mãe doa medula para filho transplante inédito no Ceará
Pela primeira vez no Estado, paciente recebeu medula de um parente sem completa compatibilidade
O Povo – Cotidiano – 19/10/2016
Hospital faz transplante pioneiro de medula no Ceará
Site Miséria – Notícias – 19/10/2016
http://www.miseria.com.br/?page=noticia&cod_not=182193
HUWC realiza 1º transplante de medula óssea com doação de mãe para filho
Portal da UFC – Notícias – 19/10/2016
Mãe e filho se recuperam após cirurgia inédita no Ceará para salvar garoto com câncer
O procedimento ocorreu conforme o esperado. Mãe e filho passam bem.
TV Verdes Mares – CE TV 1ª Edição – 19/10/2016
HU de Fortaleza realiza 1º transplante de medula óssea com doação de células de mãe para filho
Prática inédita no Ceará pode abrir novas possibilidades para pacientes que precisam do procedimento
Portal Nacional da Ebserh – Notícias – 21/10/2016
Jornalista responsável: Ludmila Wanbergna (MTB 1809 CE)
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