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Saúde
Desmistificando o lúpus: Hospital Universitário Walter Cantídio oferece tratamento da doença
Maio é o mês escolhido para a conscientização de três doenças
reumatológicas, entre elas, o lúpus eritematoso sistêmico (LES). Uma doença
autoimune, crônica e potencialmente inflamatória, sendo mais prevalente em
mulheres jovens, embora possa se manifestar em outras idades também, a
exemplo da estudante de biomedicina, Kamyla da Costa Tomé, 26, que já
convive há 17 anos com os altos e baixos da doença. Lúpus não tem cura, mas
pode ser tratada e controlada com os devidos acompanhamentos. A Ebserh,
estatal vinculada ao MEC, conta com hospitais universitários que são
referência para o atendimento a pessoa com a doença.
o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), do Complexo Hospitalar da
UFC/Ebserh, atende uma média de 80 a 100 pacientes por semana, no Ambulatório
de Reumatologia, além dos que são atendidos na Dermatologia, Nefrologia e Clínica
Médica. Ele possui uma subespecialidade em lúpus, atualmente contando com quatro
médicas, que atendem às sextas-feiras, pela manhã. Além disso, há o
acompanhamento com outras categorias profissionais, a exemplo da enfermagem e da
farmácia, esta última, com a dispensação de medicações de alto custo para os
pacientes. Segundo a chefe do Ambulatório de Reumatologia, Raquel Quixadá, eles
têm atuado para oferecer a melhoria do atendimento a cada dia.
A LES caracteriza-se por um desequilíbrio do sistema imunológico, podendo
acometer qualquer órgão do corpo. Por conta disso, a vida da Kamyla tomou
um novo rumo em 2006, quando começaram os primeiros sintomas. Desde os
sete anos, ela sentia muita dor que não a permitia andar. Logo depois,
apresentou uma febre que durou um mês, perda de peso, fraqueza e outros
sintomas ainda mais complicados.
Ela faz tratamento no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-
Ufes), da Rede Ebserh em Vitória, onde o diagnóstico foi confirmado. “Durante
esses 17 anos, tenho recebido um tratamento humanizado que vai além de
passar remédio, mas enxerga a dor do paciente e tenta minimizá-la ao máximo.
Só tenho a agradecer por todas as vezes que cheguei com dores, plaquetas
baixíssimas e a equipe fez de tudo para me deixar sem dor e com a doença
estabilizada” pontua. “Quem tem Lúpus nem sempre acorda disposta, às vezes
podemos ter fraqueza e fadiga, o que é um pouco chato de lidar, principalmente
quando as pessoas do seu convívio não entendem”, desabafa a estudante de
Biomedicina.
Devido à complexidade e natureza multissistêmica do lúpus, é importante que a linha de
cuidado seja multiprofissional. Mais um hospital da rede Ebserh que conta com um serviço de
referência é o Hospital Universitário Antônio Pedro/Universidade Federal Fluminense (Huap-
UFF), localizado em Niterói. “Contamos com uma equipe de reumatologistas que atua como
referência na região metropolitana II para os casos mais graves de doença reumática
autoimune. Temos, a nossa disposição, acesso a exames laboratoriais e de imagem mais
sofisticados, além de apoio do serviço de emergência, enfermaria e UTI, o que garante um
melhor tratamento para o paciente com LES,” afirma o chefe do Serviço de Reumatologia do
Huap, Rodrigo Poubel.
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente,
administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por
meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas
unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)
ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de
pesquisas e inovação.
Redação: Danielle Morais com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social