Notícias
SEGURANÇA
Humap teve dia D do Protocolo de Sepse
Dia D de protocolo da Sepse do Humap-UFMS/Ebserh
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a sepse mata 11 milhões de pessoas a cada ano, muitas delas crianças e idosos, e incapacita outros milhões. No Brasil, estima-se que ocorram 240 mil mortes ao ano em decorrência de um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. E a pandemia de Covid-19 veio a contribuir para o aumento deste problema dentro das unidades hospitalares.
O dia 08 de agosto de 2022, no auditório da superintendência, foi marcado por ser o dia D do Protocolo de Sepse no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS/Ebserh). O projeto piloto, inicialmente será aplicado na Unidade Coronariana (UCO) e na Clínica Cirúrgica II (CC II) do hospital.
A sepse, também chamada de septicemia ou sepsis, é um problema que ocorre nos pacientes com infecções graves, caracterizada por um intenso estado inflamatório em todo o organismo. Quanto mais grave for a sepse, maior é o risco de morte. A sepse severa chega a ter uma mortalidade maior que 50%, mesmo com adequado tratamento médico.
Por isso é tão importante saber o que fazer em situações de risco de sepse. A equipe assistencial do Humap tem passado por capacitações constantes sobre o tema há algum tempo e os protocolos já existem, mas, com o Dia D lançando oficialmente, primeiramente nos locais acima citado, os procedimentos serão documentados de forma institucional.
A Dra Cláudia Lang, chefe da Divisão de Gestão do Cuidado do Humap, fez a abertura do Dia D e ressaltou sobre a importância do ato: “é essencial o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas de sepse para que a equipe possa tomar as medidas adequadas já na primeira hora, o que faz toda a diferença na sobrevida dos pacientes".
Foram confeccionados banners sobre o que fazer em situações de risco de sepse com o bundle (pacote) 1º hora, para a UCO e na CC II, assim como cartazes, que posteriormente serão instalados em outros locais do hospital.
A Dra. Raquel Luciana Angela Marques Tauro Domingos, Chefe do Setor de Paciente Crítico, apresentou a arte e também explicou sobre a relevância dos procedimentos de identificação da sepse: “Assim como o infarto do coração ou um acidente vascular encefálico, o timing de diagnóstico e tratamento da sepse é fundamental para saber como o paciente vai se recuperar. Ou seja, se você faz o diagnóstico rapidamente e o paciente é tratado no intervalo de poucos minutos ou horas, ele tem mais chance de sobreviver. Já o paciente que é diagnosticado e tratado tardiamente, possui um maior risco de falecer”.
Participaram do Dia D de Protocolo de Sepse as chefias assistenciais. Na ocasião também foi exibido o vídeo “O que você saber sobre sepse?” do Instituto Latino Americano de Sepse.
Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.