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Residência em Enfermagem do HU-UFGD promove 1º Simpósio de Boas Práticas em Atenção à Gestação, Parto e Puerpério
Começou nesta sexta-feira (23) o 1º Simpósio de Boas Práticas em Atenção à Gestação, Parto e Puerpério, organizado pela Residência Uniprofissional em Enfermagem Obstétrica do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), filiado à Rede Ebserh. O evento, que dura dois dias, está sendo realizado no auditório da Unigran, em Dourados (MS). Na abertura, participaram profissionais hospitalares, da saúde pública e alunos de diversas instituições.
Um dos objetivos do evento é aperfeiçoar a qualidade da assistência, do ensino e da residência. A primeira palestrante do dia foi a enfermeira Tatianne Cavalcanti Frank, que possui um extenso currículo, incluindo mestrado em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá, graduação em Enfermagem Obstétrica pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná e especialização em Enfermagem Obstétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina. Frank é docente em diversas pós-graduações lato sensu no Brasil, idealizadora e organizadora da capacitação em parteria urbana, e atua na atenção ao parto domiciliar no Brasil e em Portugal. Desde 2009, ela atende partos domiciliares planejados e integra a Comissão Permanente de Comunicação da Associação Brasileira de Enfermagem. Ela ministrou a palestra com o tema: “Por que parto vaginal? O que dizem as evidências.”
“Agradeço o convite aos residentes, à professora, à universidade, e digo que é uma honra estar aqui para compartilhar com todos. Fui desafiada a falar sobre esse tema, e vou abordá-lo com base em evidências, claro. Quando falamos sobre evidências em relação ao parto vaginal e à cesariana, precisamos seguir esse caminho. A cesariana salva vidas, mas é necessário refletir sobre o porquê de tantas mulheres hoje estarem optando por cesarianas e quais são as suas consequências, para que possamos pensar no parto normal”, disse Tatianne ao explicar a lógica de sua palestra.
Na abertura, a coordenadora da Residência Uniprofissional em Enfermagem Obstétrica, Ana Carla Tamisari Pereira, garantiu que haverá uma segunda edição do evento no próximo ano. “É com grande satisfação que iniciamos o nosso primeiro dia do simpósio, um evento totalmente organizado pela Residência em Enfermagem Obstétrica. Como hospital universitário, temos uma grande responsabilidade não só em relação à assistência, mas também à formação e ao serviço, tanto de graduandos quanto de pós-graduandos. É nosso dever estabelecer esses espaços de conhecimento e reflexão. Agradeço a todas as parcerias que tivemos até aqui. Tudo foi feito com muito carinho pelos residentes, e estou muito orgulhosa disso”, comemorou.
Giovanna Caiuby Torres Seixas, representando os residentes, expressou sua honra em representar os profissionais que têm o compromisso de promover uma assistência segura, de qualidade e humanizada durante o cuidado na gestação, no parto e no puerpério. “Gostaria de expressar minha imensa gratidão por contribuir na organização deste simpósio e a todos os presentes que vieram prestigiar e aprender juntos. Agradeço também à Gerência de Ensino do HU-UFGD, aos nossos preceptores aqui presentes, à nossa coordenadora Ana Carla, à Unigran que cedeu o espaço, e a todos que contribuíram direta e indiretamente para a organização deste evento. Este simpósio é uma grande oportunidade para aprendermos e compartilharmos experiências que impactarão diretamente o nosso futuro profissional e nossa prática diária também”, afirmou.
A professora e Coordenadora de Estágio no Curso de Enfermagem da Unigran, Carla Kerin Santos Monteiro, também destacou a importância do evento e agradeceu pela parceria com o HU-UFGD. “É muito gratificante, pois é nesse momento que podemos fomentar discussões que realmente fazem a diferença. Falar sobre tecnologias nada mais é do que falar sobre a assistência propriamente dita, e acho que esse é o ponto de partida. Em momentos como este, podemos trocar e discutir um assunto tão relevante. Para o contexto da gestação, parto e puerpério, além da contribuição profissional e dos estudantes, esse momento reflete diretamente na assistência e contribui diretamente para a população que receberá o cuidado desses profissionais e futuros profissionais”, ressaltou.
O chefe do Setor de Gestão do Ensino do HU-UFGD, Wesley Eduardo Ferreira, também elogiou a organização do evento. “Acho que está sendo um evento maravilhoso. Estamos vendo o brilho nos olhos das pessoas há alguns dias. Achei lindo e espero que isso continue, que se repita todos os anos. Esse é o nosso papel institucional e estaremos sempre apoiando vocês, assim como a Unigran. Temos uma residência muito interessante à disposição de vocês também”, afirmou.
O gerente de Ensino e Pesquisa do HU-UFGD, Dr. Thiago Pauluzi Justino, parabenizou os organizadores pela estratégia adotada no evento, ressaltando a atuação dos professores, preceptores e residentes que tiveram a iniciativa. “Fiquei muito feliz, parabéns aos professores, preceptores e residentes por despertarem neles esse interesse pela ciência, curiosidade e melhoria da assistência. O tema é muito importante, e a programação está muito bem organizada. A assistência à mulher durante a gestação e puerpério é um momento crítico tanto para a saúde física quanto mental. Discutir isso em todas as suas nuances é fundamental. Vejo que vocês [organizadores] tiveram a preocupação de incluir debates desde a assistência ao parto, puerpério, lactação até as questões legais. É um tema muito importante, uma área em crescimento, e vocês têm muito a discutir”, avaliou Dr. Pauluzi.
O evento continua neste sábado (24), e a programação completa pode ser conferida na imagem abaixo:

Assista a abertura do evento na íntegra:
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.