Relatos e Historias

“Hoje, as pacientes têm um ambiente melhor para parir”

Publicado em 10/06/2021 14h12
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A Maternidade do Hospital Universitário Antônio Pedro, vinculado à Rede Ebserh/MEC (Huap-UFF/Ebserh/MEC), atende cerca de 50 pacientes por mês, tendo foco em casos de gravidez de risco, como mulheres com hipertensão, diabetes, adolescentes, entre outras, ou quando se diagnostica alguma alteração no feto. O enfermeiro André Guayanaz, que trabalha há 18 anos no hospital, a partir de 2016, levou algumas ideias de mudanças para a Divisão de Enfermagem, que começaram a ser implantadas já naquele ano no hospital, como a inserção do acompanhante durante o parto, além da inclusão de métodos não farmacológicos.

“Aqui não entrava acompanhante. Então, começamos a inseri-lo, abrindo para os pais no parto e pós-parto. Além disso, agora temos banheira, banqueta e bola, a fim de ampliar as possibilidades para a grávida durante o parto. Elas podem comer durante o trabalho de parto, que antigamente também não podia. As pacientes, hoje, têm um ambiente melhor para parir. São pequenas coisas que fazem a diferença”, afirma André.

De acordo com ele, humanizar é dar informações à paciente. Por isso, é preciso dizer a ela cada momento pelo qual vai passar durante o parto, tirando todas as dúvidas e explicando que aquilo que ela está passando é normal, para que não se desespere. “Eu tento fazer esse ambiente o mais acolhedor possível até o momento do nascimento, como deixar a luz como a gestante preferir ou colocar música se ela gostar. A mulher tem que escrever uma história boa dessa gestação. Se você não cria um ambiente propício, a recordação desse momento vai ser estressante”. O enfermeiro pontua que, hoje, elas saem mais satisfeitas e felizes, principalmente por conta da informação.

Alguns casos marcaram o profissional. André recorda uma gestante que precisou de uma boa conversa e tranquilidade para que seu bebê conseguisse nascer. O acompanhamento próximo do enfermeiro fez toda a diferença para o desfecho positivo. “Cheguei a um plantão e me informaram que a paciente estava em trabalho de parto, dizendo que não aguentava mais e que só aceitava fazer cesárea. Resolvi conversar e entendi que, na cabeça dela, não ia ter como ser parto normal. Ela estava travada, com contrações irregulares e, assim, realmente não o bebê não sairia, mesmo estando já lá embaixo. Eu disse à paciente que faríamos a cesárea. Então a levantei, levei-a para o chuveiro e a tranquilizei. Durante o banho, em 30 minutos, o bebê nasceu. Quando o maqueiro chegou, ele já estava mamando”, conta André.

André Guayanaz

Coordenador da Assistência de Enfermagem

Maternidade do Huap-UFF

Sobre a Rede Ebserh

O Huap-UFF faz parte da Rede Ebserh desde abril de 2016. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país