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Profissionais da Rede Ebserh/MEC alertam para a importância do teste do pezinho, gratuito e obrigatório
Exame é realizado normalmente a partir do 3º dia de vida e faz parte da triagem neonatal e testes preventivos que investigam diversas doenças
Brasília (DF) – Uma furadinha que não dói e essencial para salvar vidas. O teste do pezinho é um exame obrigatório realizado em todos os recém-nascidos, normalmente a partir do 3º dia de vida, e faz parte da triagem neonatal e testes preventivos que investigam diversas doenças. Todo bebê que nasce no Brasil tem o direito de realizar gratuitamente essa triagem e diversos hospitais da Rede Ebserh/MEC atuam na realização do exame e no acompanhamento do recém-nascido.
O Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado no dia 6 de junho, tem como meta informar à população os objetivos do Programa Nacional de Triagem Neonatal, a importância da realização do teste e sua obrigatoriedade para todos os recém-nascidos. Com esta simples coleta é possível identificar precocemente: Hipotireoidismo Congênito (HC), Fenilcetonúria (PKU), Doença Falciforme (DF), Aminoacidopatias (AA), Fibrose Cística (FC), Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) e Deficiência de Biotinidase (BIO).
No dia 26 de maio uma nova lei foi sancionada para ampliar para 50 o número de doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a nova lei, o exame passará a abranger 14 grupos de doenças. Essa ampliação ocorrerá de forma escalonada e caberá ao Ministério da Saúde estabelecer os prazos para implementação de cada etapa do processo.
“O teste vai passar a ter cinco etapas. Uma inicial e, a partir dos resultados, o profissional vai solicitando os exames, dependendo de cada caso. Vamos detectar precocemente doenças que se não tratadas podem evoluir até para um óbito ou surgimento de sequelas graves. Considero um avanço enorme a aprovação da lei”, analisa a neonatologista da MEAC/UFC/Ebserh/MEC, Francielze Lavôr.
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Unidades referência na ação
No HUJM/UFMT/Ebserh/MEC funciona o serviço de referência de triagem neonatal do estado do Mato Grosso. A unidade tem uma instalação onde funciona a recepção das amostras biológicas e, assim que o exame é realizado, os laudos são liberados pela internet. “O nosso sistema emite um alerta caso algum paciente tenha doença detectada os pais são convocados e orientados por profissionais. A depender do caso, já ligamos para marcar a primeira consulta. Para seis doenças, temos ambulatórios diferentes e pediatras especialistas, acompanhados por uma equipe multiprofissional, que realiza a assistência no que for necessário”, explica Francis Galera, geneticista e coordenador do Serviço de Referência de Triagem Neonatal do HUJM.
Em Natal (RN), na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC-UFRN/Ebserh/MEC) são realizados, em média, 230 testes por mês. A pequena Maria Cecília, em seu terceiro dia de vida, passou pelo procedimento e o pai, João Robério, se diz confiante em voltar para casa com o teste realizado. “Feliz por ter a oportunidade de sair da maternidade com o teste do pezinho. Me sinto mais seguro em levar minha filha para casa, sabendo que ela está bem e saudável”, comenta.
Quando fazer o teste do pezinho
A chefe da Unidade de Cuidados Intensivos e Semi Intensivos Neonatais (UTI Neo) do HU-UFSC/Ebserh/MEC, Carolina Junges, explica que o teste deverá ser realizado entre o segundo e quinto dia de vida do recém-nascido, sendo observadas as particularidades de cada caso, como prematuridade e transfusão sanguínea. Portanto, os bebês que têm alta em até 48 horas são encaminhados para a coleta de amostra nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de suas comunidades. No ano passado, foram coletadas 321 amostras na instituição em Florianópolis (SC), sendo a maioria de pacientes internados na UTI Neonatal.
O teste do pezinho é feito a partir da coleta de pequenas gotas de sangue do calcanhar do bebê, que são colocadas em um papel de filtro e enviado para o laboratório para que sejam feitas as análises e verificada a presença de alterações.
A iniciativa deve ser feita na própria maternidade ou no hospital em que o bebê nasceu, sendo indicado a partir do 3º dia de vida do bebê. No entanto, pode ser realizado até o primeiro mês de vida do bebê. No caso de resultados positivos, a família do bebê é contatada para que sejam realizados exames mais específicos e, assim, possa ser confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado.
Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh, com informações dos hospitais