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HUMANIZAÇÃO
Maternidade Escola Assis Chateaubriand realiza atividades para prevenir parto prematuro
Fortaleza (CE) - Naília Pereira e José Jadson visitam o pequeno João Miguel e acompanham com ansiedade o atendimento dado pela equipe assistencial ao filho. Nascido após 34 semanas de gestação, ele é um dos 52 bebês internados na Unidade Neonatal da Maternidade Escola Assis Chateaubriand da Universidade Federal do Ceará (Meac-UFC), onde o acesso livre dos pais é uma das ações do cuidado humanizado.
Centro de Referência em atenção aos bebês de alto risco, a Meac realiza, até 20 de novembro, a I Semana da Prematuridade. A programação inclui palestras, atividades educativas a pacientes e funcionários e orientações no pré-natal para a prevenção do parto prematuro.
“Vamos divulgar amplas questões ligadas à prematuridade, tanto aos profissionais, quanto às mães e demais familiares envolvidos no cuidado com o bebê”, contextualiza Ana Paula Melo Façanha, coordenadora de Enfermagem da Neonatologia. O parto é considerado prematuro quando ocorre com menos de 37 semanas de gestação.
Dia Mundial da Prematuridade
O Dia Mundial da Prematuridade, lembrado em 17 de novembro, foi criado para chamar a atenção para um problema que atinge 15 milhões de crianças todos os anos no mundo. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, nascem mais de 40 prematuros por hora, indicando uma taxa duas vezes maior que em algumas nações europeias, o que o coloca na décima posição entre os países onde mais nascem prematuros.
O treinamento permanente dos profissionais de saúde sobre o que fazer nas situações de risco possibilita a prevenção mais efetiva e a orientação adequada às grávidas sobre o que evitar ao longo da gestação. Na Meac, somente nos oito primeiros meses desse ano, nasceram 745 bebês prematuros.
O parto prematuro é 24 vezes mais comum em grávidas de mais de um bebê. As que têm encurtamento do colo ou fetos com má formação têm cinco vezes mais probabilidade. Outros fatores de risco mais frequentes são sangramento vaginal, pré-natal com menos de seis consultas e infecções urinárias. Mulheres que já sofreram aborto em gestações anteriores também têm maior chance de entrar em trabalho de parto antes do tempo adequado.
“Entre as que já tiveram uma gravidez no passado, parto prematuro e aborto prévio, além do aumento do volume de líquido amniótico ao redor do feto também contribuem”, explica a médica Eveline Campos, chefe da Unidade Neonatal de Cuidados Intensivos e Intermediários.
Veja a programação completa.
Com informações da Meac