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DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Ebserh reforça compromissos para combater todas as formas de assédio e discriminação
Brasília (DF) – A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) lançou, nesta segunda-feira (10), o Guia de Prevenção e Enfrentamento de Todas as Formas de Assédio e Discriminação na Ebserh, durante as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher no evento “Ebserh com Elas”. A solenidade marcou ainda o anúncio de um estudo realizado pela Ebserh a fim de buscar a viabilização de implementação do percentual de 8% de mão de obra constituída por mulheres vítimas de violência doméstica nos contratos administrativos continuados de mão de obra exclusiva ou trabalhadores terceirizados.
O Ebserh com Elas promoveu também a inauguração da Sala de Amamentação na sede da estatal e uma Mesa Redonda com o tema “Enfrentamento à violência contra a mulher”. A conversa contou com a moderação das diretoras de Gestão de Pessoas e de Atenção à Saúde, Luciana de Gouvêa Viana e Lumena Furtado. "Nós esperamos marcar essa data tão significativa, que ao mesmo tempo permite a comemoração de vitórias, mas também o reconhecimento do quanto temos que avançar”, defendeu Luciana.
Daniel Beltrammi, vice-presidente da Ebserh, celebrou a data e a contribuição das mulheres nos diversos âmbitos da sociedade. “Elas são o maior patrimônio intelectual, cultural, social do nosso país e globalmente falando. As principais soluções que a humanidade tem encontrado para viver junto, mais e melhor, passam, sem dúvida nenhuma, pelo poder inventivo de adaptação e inovação das mulheres”, disse.
A superintendente do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), Maria Fátima de Sousa, afirmou que essa “é uma agenda que não podemos perder de vista, porque os nossos direitos precisam ser cada dia mais vigilados e temos que estar atentas todos os dias às nossas inequidades”.
Participaram ainda da roda de conversa a secretária nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres do Ministério da Mulher, Denise Dau; a empregada da Ebserh e pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) sobre os desafios das mulheres negras em cargo de gestão, Janayna Bispo.
Percentual de mão de obra
A lei de licitações dispõe sobre o percentual mínimo de mão de obra constituída por mulheres vítimas de violência doméstica nos contratos administrativos continuados de mão de obra exclusiva. O percentual mínimo é de 8% para contratos de no mínimo 25 colaboradores.
A secretária Adjunta da Secretaria de Gestão e Inovação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Kathyana Buonafinan, explicou que a determinação obriga apenas a administração direta, autárquica e fundacional. Ela ressaltou a importância da Ebserh, como empresa pública, assumir o compromisso de agregar a disposição aos seus normativos.
“Vemos com muita alegria a iniciativa da Ebserh em realizar essa adesão. Esse procedimento abre chances de trabalho para que essas mulheres possam romper um pouco esse ciclo de violência”, afirma.
Guia de Prevenção ao Assédio e Discriminação
O material pretende atuar na conscientização e formação das trabalhadoras e trabalhadores, fortalecendo uma cultura organizacional baseada no respeito, na diversidade e na não tolerância a condutas abusivas. Com diretrizes claras e acessíveis, o guia oferece informações essenciais sobre direitos e deveres, canais de denúncia e mecanismos de proteção. Acesse aqui.
Sala de amamentação
A sala de amamentação na administração central da Ebserh é um espaço em que a mulher, com conforto, privacidade e segurança, pode esvaziar as mamas, armazenando o leite em frascos previamente esterilizados para, em outro momento, oferecê-lo ao bebê. O ambiente foi decorado com uma tela doada pela Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN-Brasil) e por fotos dos serviços de apoio à amamentação dos hospitais da rede.
A lactante Antonia Carla Araújo atua no Serviço de Capacitação e Avaliação de Desempenho da Ebserh e considera que a sala de amamentação é um espaço de humanização. “Em um certo horário do dia, começa a se tornar desconfortável, à medida em que as mamas vão se enchendo de leite. Esse ambiente nos permite aliviar esse incômodo de forma segura”, diz.
A coordenadora da IBFAN-Brasil, Marina Ferreira Rea, defendeu a expansão dessa melhoria. “Após dar à luz, é nosso direito continuar trabalhando com dignidade. Precisamos, inclusive que espaços como este deixem de ser apenas um benefício para as empregadas e tonem-se um direito”, argumentou.
Rede Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Geovana Oliveira com edição de Raoni Santos e Ronaldo Pedroso
Coordenadoria de Comunicação Social da Rede Ebserh