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Ebserh realiza atualização tecnológica de equipamentos usados no tratamento de câncer
Ação também possibilita a redução de riscos e complicações clínicas, ampliação do número de atendimentos, e ainda a ampliação dos programas de residência médica em radioterapia.
Brasília (DF) – A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) realizou a contratação de oito upgrades tecnológicos de aceleradores lineares para oito hospitais na rede. A medida ampliará a capacidade de atendimento aos pacientes com câncer, permitindo tratamentos com menos efeitos colaterais.
A primeira unidade da estatal a fazer a atualização foi o Hospital Universitário Alberto Antunes (HUPAA-Ufal). Segundo o chefe da Unidade de Oncologia do HUPAA-Ufal, Adriana Timóteo da Silva, o upgrade do acelerador linear representa um salto significativo na qualidade de vida do paciente.
“São novas possibilidades terapêuticas. O HUPAA agora oferece tratamentos mais avançados, como radiocirurgia e radioterapia estereotáxica fracionada (SBRT), que permitem tratar tumores com maior precisão e em menor tempo. Essas técnicas são especialmente indicadas para casos específicos, como tumores menores e localizados. Os pacientes que realizam radioterapia no hospital já sentem os benefícios do upgrade, com tratamentos mais precisos e personalizados, adaptando o tratamento às características individuais de cada usuário”, afirmou.
Segurança
Aceleradores lineares (LINACs) são equipamentos que otimizam tratamentos oncológicos. Eles produzem uma alta quantidade de radiação, concentradas em feixes de elétrons, que agem de forma concentrada no local exato do tumor do paciente para a destruição das células cancerígenas.
“Esses equipamentos, essenciais no tratamento do câncer, permitem a realização de radioterapia de forma precisa e segura, reduzindo danos aos tecidos saudáveis e aumentando a eficácia contra os tumores. Com os upgrades, os hospitais passarão a oferecer técnicas avançadas, como Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT), Arcoterapia Volumetricamente Modulada (VMAT) e Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT)”, explica a chefe de Serviço de Engenharia Clínica da Ebserh, Flávia Lefort Lamanna.
Realizar upgrades também possibilita a redução de riscos e complicações clínicas, com menores taxas de toxicidade e aumento da sobrevida global dos pacientes, somada à possibilidade de fazer menos aplicações com frações mais altas de radiação, encurtando o tempo de tratamento e menos gastos com estadia, locomoção e alimentação dos pacientes.
O incremento permite ainda a redução de custos com internação, cirurgias e atendimentos emergenciais, aumento de usuários atendidos – O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), por exemplo, recebe 40 novos pacientes mensais e pode aumentar o número para 65.
Investimentos
O investimento para os upgrades é de aproximadamente R$ 41,5 milhões. Uma das principais características da solução adotada pela Ebserh é que ela requer um valor menor que o da aquisição de um novo acelerador – cerca de R$ 4,7 milhões contra quase R$ 10 mi de uma nova máquina. Ambos os montantes são calculados em média.
Entre as unidades contempladas está o Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CH-UFRJ), por meio do Plano de Expansão da Radioterapia no Sistema Único de Saúde (PER/SUS).
Somando novas instalações e equipamentos já existentes, a Ebserh contará, no total, com 17 aceleradores lineares em 12 dos seus hospitais a partir deste ano. Além dos benefícios diretos no tratamento do paciente, a medida habilita as unidades de saúde para pleitear a abertura de programas de residência médica e multiprofissional em radioterapia.
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Raoni Santos, com contribuição de Paulina de Oliveira
Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh