Galeria de Imagens
Infraestrutura
Com investimento de R$ 933 mil, hospital vinculado à Rede Ebserh em Uberaba (MG) aperfeiçoa áreas assistenciais e de ensino
Uberaba (MG) – O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), vinculado à Rede Ebserh, empregou R$ 933 mil no aperfeiçoamento da infraestrutura de assistência e ensino prestados no complexo hospitalar, em 2022, com vistas ao aumento do conforto oferecido aos pacientes, alunos e equipes. Os recursos foram do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Durante o ano foram substituídas 304 janelas que compõem a fachada do prédio principal (não incluídos os ambulatórios anexos), além daquelas que são voltadas para áreas internas do HC. Segundo o arquiteto Daniel Rodrigues Pascoal, para 2023 está prevista a instalação de mais 466 unidades, de maneira a concluir todo o prédio. A substituição tem como objetivo trocar modelos que já têm 40 anos de uso e estão com as estruturas metálicas corroídas, além das adaptações para passagem de tubulações hidráulicas, elétricas e de ar-condicionado que dificultam a higienização e a vedação.
“As novas janelas proporcionam maior segurança e conforto aos ambientes, pois contam com película solar e telas incorporadas às esquadrias. Também foi realizada uma revitalização da parte interna de cada ambiente em que houve a substituição de janelas, incluindo pintura, manutenção na rede de gases, pisos, rodapés e portas”, conta Pascoal.
Nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), as melhorias incluíram a adequação da infraestrutura elétrica e a instalação de pontos de água e esgoto para possibilitar a operação de máquinas de tratamento renal. Na UTI coronariana foi iniciado um projeto piloto de instalação de cortinas de leito em substituição aos biombos anteriormente utilizados. “As cortinas de leito garantem mais privacidade aos pacientes, facilitam o trabalho das equipes de enfermagem devido à facilidade de manuseio, eliminam o risco de quedas dos biombos e favorecem a limpeza, por serem confeccionadas em material impermeável”, justifica o arquiteto.
O engenheiro civil Álvaro Aparecido Santiago destaca que a sala de emergência do pronto socorro foi contemplada com uma manutenção ampla, incluindo revitalização do piso, recuperação de armários, instalação de foco cirúrgico e de aparador para equipamentos biomédicos. “A revitalização da instalação elétrica dessa sala, por sua vez, possibilitou o acréscimo de tomadas e fontes de iluminação. Houve, ainda, pintura, substituição da porta de madeira pivotante por uma de alumínio de correr, substituição do aparelho de climatização e implantação de um sistema de acionamento dos plantonistas por sirene”, enumera.
De acordo com o chefe do Setor de Infraestrutura Física do HC, Wesley Amâncio de Melo, a elaboração do projeto e a execução da obra de adequação da subestação (cabine primária) e da rede de energia no entorno do hospital viabilizaram o aumento da capacidade de suprimento de eletricidade para o complexo. “A utilização de cabos protegidos reduz as interrupções de energia no hospital. A obra irá viabilizar também futuras ampliações, como a construção do heliponto e reforma da Farmácia e da Nutrição, previstas para iniciar em 2023”, adianta.
Melo avalia que o novo modelo de contratação para manutenções prediais do hospital, em vigor desde dezembro de 2020, propicia mais eficiência, qualidade e celeridade na execução dos serviços. “O modelo prevê a mão de obra para intervenções contínuas, fornecimento de materiais e insumos, além da contratação de serviços eventuais que podem atender a necessidades imprevistas ou que não foram contempladas de forma contínua”, detalha.
Sobre essa modalidade de contratação, o chefe da Divisão de Logística e Infraestrutura Hospitalar, Luiz Humberto Camilo, complementa que o contrato adotou a metodologia just in time, em que o objetivo é buscar a precisão entre o trabalho executado e o nível de demanda. “Tudo ocorre no seu devido tempo, nem antes, nem depois. A execução da cadeia de operações tem início apenas a partir de uma necessidade constatada por avaliação técnica de profissional especializado. Esse método evita estoques parados e o desperdício de matéria-prima e de mão de obra”, explica.
A execução do novo modelo de contrato também prevê o uso de uma matriz de criticidade com priorização das solicitações de manutenção e inspeções conforme requisitos pré-definidos, como segurança do trabalhador e do paciente, abrangência do impacto, custo, impacto no ensino, economia e conforto do usuário e equipes. “Com a matriz, os chamados são ordenados por critérios objetivos, evitando a subjetividade e pessoalidade no atendimento”, Camilo conclui.
Com informações do HC-UFTM/Ebserh