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CTI Renato Archer entra na Rede Nacional de Métodos Alternativos ao Uso de Animais

- Chip microfluídico com três câmaras transparentes, desenvolvido no CTI Renato Archer.
O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer passou a integrar a Rede Nacional de Métodos Alternativos ao Uso de Animais (RENAMA), uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para estruturar laboratórios e capacitar equipes no desenvolvimento, validação e aplicação de alternativas à experimentação com animais no Brasil.
A entrada do CTI Renato Archer na Rede está relacionada ao trabalho da instituição no desenvolvimento de sistemas organ-on-chip (“órgão-em-chip”, em inglês), dispositivos biomiméticos em microescala que utilizam células humanas vivas cultivadas em microcanais para simular a estrutura, a mecânica e as funções fisiológicas de órgãos reais. Os dispositivos possibilitam que novos medicamentos e terapias sejam testados com maior precisão biológica para humanos, reduzindo a necessidade de testes em animais.
Um exemplo da tecnologia em desenvolvimento no CTI é o bone-on-chip, plataforma que combina biomateriais, células humanas e microfluídica, representando o tecido ósseo de forma mais fidedigna que os métodos convencionais de cultivo, possibilitando o estudo da sua fisiologia e contribuindo para reduzir o uso de modelos animais.
Essa linha de pesquisa é impulsionada por dois projetos recém-aprovados: o CTICARE, financiado pela FINEP, que contempla o estudo da doença falciforme, e o Projeto Geração, apoiado pela FAPESP, voltado ao estudo da leucemia linfoblástica aguda (LLA).
As iniciativas buscam compreender as complicações no tecido ósseo associadas a essas doenças, investigando alterações na formação e na reabsorção óssea e as interações entre células, tecido ósseo e sistema vascular. O objetivo é contribuir para a compreensão dos mecanismos dessas complicações e apoiar a avaliação de novas estratégias terapêuticas.
A participação do CTI Renato Archer na RENAMA abre novas oportunidades de colaboração e fortalece a pesquisa brasileira em biofabricação e sistemas microfisiológicos, reiterando o compromisso institucional com a inovação e o desenvolvimento de alternativas à experimentação animal.
Leia mais sobre os projetos CTICARE e Geração.
Escute o episódio sobre órgãos-em-chip do podcast Fora do CTI.