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Com presença da ministra Luciana Santos, CTI Renato Archer inaugura novo laboratório

- A ministra Luciana Santos (centro), entre a diretora do CTI Renato Archer, Juliana Daguano, e o tecnologista Caíque Serati de Brito, no novo laboratório da instituição, o LAmat (crédito: Rogério Capela/Prefeitura de Campinas)
Referência nacional em áreas como inteligência artificial, microeletrônica, nanotecnologia e inovação industrial, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), inaugurou, nesta segunda-feira (18), o seu Laboratório Aberto de Caracterização de Materiais (LAmat).
A cerimônia de apresentação do novo espaço aconteceu no auditório da instituição, e contou com a presença da ministra do MCTI, Luciana Santos, e de várias autoridades locais, entre elas o prefeito e o vice-prefeito de Campinas, Dário Saadi e Wanderley de Almeida; a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi; o vice-presidente de operações reguladas da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Luís Henrique Pinto; o vereador Gustavo Petta; o diretor vice-presidente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Newton Frateschi; o diretor presidente da Fundepag, Álvaro Duarte; e o secretário de Inovação, Tecnologia e Conectividade de Paulínia, Guilherme Mello Graça.
O LAmat passa a integrar o conjunto de laboratórios abertos do CTI Renato Archer e foi criado para apoiar pesquisas em materiais avançados, nanotecnologia, micro e nanoeletrônica, fotônica e energia. A iniciativa recebeu cerca de R$ 5,2 milhões em investimentos da Finep e do MCTI para aquisição de equipamentos e adequação da infraestrutura.
O laboratório permitirá análises químicas, ópticas, térmicas e eletrônicas de materiais e apoiará pesquisas em áreas estratégicas, como saúde avançada, tecnologias quânticas, convergência tecnológica e energia. Entre as aplicações previstas, estão estudos sobre células solares de alto rendimento, biossensores para doenças tropicais negligenciadas, dispositivos implantáveis e sensores para a agroindústria.
Durante a visita, a ministra destacou o papel do centro na conexão entre ciência, indústria e desenvolvimento nacional. “O Renato Archer nunca foi apenas um centro de pesquisa. Ele é uma ponte entre ciência e indústria, entre universidade e setor produtivo, entre conhecimento e desenvolvimento nacional”, afirmou.
Luciana Santos também ressaltou os investimentos realizados pelo governo federal na unidade. Desde 2023, já foram assinados R$ 36,8 milhões em contratos com o CTI Renato Archer, além de uma nova encomenda tecnológica de R$ 10,1 milhões ainda em análise, por meio da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Laboratório aberto
A diretora do CTI Renato Archer, Juliana Daguano, destacou que o novo laboratório fortalece o modelo colaborativo adotado pela instituição.
“Os laboratórios abertos contribuem para o avanço científico e tecnológico por meio do acesso a recursos especializados, promovendo a colaboração entre academia, empresas e instituições públicas”, afirmou.
Além do LAmat, o CTI Renato Archer mantém outros laboratórios abertos voltados à micro e nanofabricação, impressão 3D, integração de sistemas e imageamento em micro-nanoeletrônica, ampliando o acesso compartilhado à infraestrutura científica de alta complexidade.
Com mais de quatro décadas de atuação, o CTI Renato Archer tem papel importante no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Brasil. A instituição participou de iniciativas como a construção da ICP-Brasil, sistema que sustenta a certificação digital no país, e contribuiu para o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital. Além disso, atua em pesquisas voltadas à segurança cibernética, impressão 3D aplicada à saúde, biofabricação, robótica e inteligência artificial.
