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CETENE tem sua primeira pesquisadora nível 1A do CNPq: “Vou para a bancada até hoje”
O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ganhou sua primeira pesquisadora nível 1A do CNPq. A categoria representa o topo da carreira e maior estágio de maturidade acadêmica e liderança no ambiente de CT&I, de acordo com a classificação estabelecida pela agência de fomento.
A pesquisadora titular do CETENE, Giovanna Machado, atua no centro de pesquisa há 17 anos e foi aprovada com pontuação 9,87 no edital. “Vou para a bancada até hoje”, afirma a cientista, que também explica que atualmente se dedica a quatro áreas: hidrogênio, desenvolvimento de células solares e fotovoltaicas, produção de biomateriais e tratamentos de efluentes.
“Acredito que a produção científica exige de nós o rigor e o planejamento. Sempre tentei atuar desta forma, o que me ajudou a superar dificuldades eventuais, como a falta de recursos ou insumos. Para isso, busquei trabalhar em colaboração e rede, além de garantir a infraestrutura necessária por meio de recursos de editais e projetos. Inclusive, parte dessa infraestrutura permanece no CETENE”, destacou.
Entre os critérios para conquista e manutenção do nível estão: 1) alta produção científica, com publicação constante de artigos de alto impacto e livros, 2) formação de pessoas, com orientação de alunos na iniciação científica, mestrado e doutorado e 3) inserção internacional, com participação em redes de pesquisa e projetos colaborativos.
No CETENE, Giovanna é líder do Laboratório de Materiais Nanoestruturados (LMNANO) e também do Programa Futuras Cientistas, voltado à inclusão de meninas e mulheres na ciência e equidade de gênero nesse campo. Nas duas áreas ela afirma que busca consolidar o impacto social do trabalho científico e o avanço na carreira, confira tranquilidade para trabalhar.
“Não podemos cair em zona de conforto, esta é a mensagem que sempre passo aos meus bolsistas. Por isso, conduzo pesquisas multidisciplinares, que dentro das quatro áreas focais, convergem no desafio de trabalhar com a síntese de materiais avançados. É conhecimento que exige dinheiro e valorização, essa luta permanece”, conclui.
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