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INTELIGÊNCIA PENAL
Inovação na inteligência penitenciária é fundamental no enfrentamento ao crime organizado, afirma ministro
Brasília/DF, 22/09/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, realizou, nesta terça-feira (22), uma visita institucional à sede da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), em Brasília. A agenda contou com a presença do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.
Durante a visita, o ministro acompanhou o treinamento das equipes da Diretoria de Inteligência Penal (DIPEN), realizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e conheceu o sistema utilizado para monitorar projetos e ações de enfrentamento ao crime organizado no sistema prisional.
A ferramenta permite acompanhar o desenvolvimento das iniciativas, integrar informações e apoiar decisões relacionadas às operações, à distribuição de equipamentos, à capacitação dos policiais penais e à atuação conjunta com as administrações penitenciárias dos estados e do Distrito Federal.
As ações são voltadas à elevação do padrão de segurança de 138 unidades prisionais estratégicas, selecionadas a partir de critérios de inteligência penal. A atuação está organizada em três frentes: inteligência e operações, modernização tecnológica e capacitação dos profissionais.
Nesta semana, a agenda nacional inclui uma nova edição da Operação MUTE em unidades de todo o país, ações da Operação Modo Avião, entrega de scanners corporais, georradares e kits de varredura a seis estados, além de cursos de capacitação na Bahia e em Goiás.
“Esse trabalho de inovação na inteligência penitenciária é fundamental para as 138 unidades e demonstra a importância das ações que estão sendo realizadas no enfrentamento ao crime organizado”, afirmou o ministro Wellington César Lima e Silva.
Para o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a definição de referências comuns para as unidades prisionais amplia a capacidade de atuação do Estado.
“A elevação do padrão de segurança das unidades prisionais será fundamental para que possamos obter resultados no enfrentamento ao crime organizado e contribuir para a redução dos índices de criminalidade nas ruas”, destacou.
O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, ressaltou o trabalho permanente das equipes de inteligência e o avanço da distribuição de equipamentos aos estados.
“Nossa equipe de inteligência atua diariamente no acompanhamento dos projetos e na aquisição de equipamentos, com o objetivo de elevar o padrão de segurança das 138 unidades contempladas. Os equipamentos já estão chegando aos estados, e novas entregas estão previstas nesta semana”, explicou.
Integração e inovação
Durante a visita, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, também apresentou o projeto do Laboratório de inovação em Inteligência Penal, que será implementado no Ceará.
O estado receberá o projeto-piloto da iniciativa, que tem como objetivo conhecer, diretamente nas unidades prisionais, os principais desafios enfrentados pelas equipes e buscar soluções tecnológicas que possam apoiar a segurança, a inteligência e os procedimentos operacionais.
Centro Nacional de Inteligência Penal
A comitiva também conheceu a estrutura do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), que já está em funcionamento no âmbito da SENAPPEN.
Instituído pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio da Portaria nº 1.234, de 22 de junho de 2026, o CNIP é coordenado pela Diretoria de Inteligência Penal e atua como ambiente operacional de integração e coordenação estratégica da Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (RENIPEN).
O Centro reúne as estruturas de inteligência das polícias penais dos estados, do Distrito Federal e da Polícia Penal Federal, promovendo o compartilhamento de informações e a atuação integrada em âmbito nacional.
Entre suas atribuições estão integrar e analisar informações, acompanhar operações nacionais, monitorar situações de crise e produzir conhecimento estratégico para apoiar a tomada de decisões.
O funcionamento do CNIP amplia o compartilhamento de informações e a atuação coordenada contra organizações criminosas que operam a partir do sistema prisional.
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