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Brasil teve 280.666 novos postos de trabalho com carteira assinada em maio

No ano de 2021, já foram criados mais de um milhão de empregos formais
Publicado em 01/07/2021 17h01
Brasil teve 280.666 novos postos de trabalho com carteira assinada em maio

No setor de comércio foram gerados 60.480 postos de trabalho. - Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

No mês de maio foram criados no país 280.666 empregos com carteira assinada. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (1°), pelo Ministério da Economia. Com esse resultado, o número de empregos formais criados nos cinco primeiros meses do ano chega a 1.233.372.

As vagas geradas no mês de maio resultam da diferença entre 1.548.715 contratações e 1.268.049 demissões. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o crescimento contínuo da geração de postos de trabalho nos diversos setores e nas cinco regiões do país mostra que a economia brasileira continua surpreendendo.

“É um processo bastante abrangente, é a economia brasileira se levantando e, o mais importante, setores que estavam muito fragilizados anteriormente como serviços sendo o destaque desse mês criando 100 mil empregos. Ou seja, dos 280 mil, 110 mil foram de serviços e 60 mil empregos no setor de comércio, que era outro setor também bastante fragilizado”, ressaltou Guedes.

“Está confirmada que essa recuperação brasileira é bastante abrangente, com todos os setores criando novos empregos, o ritmo está bastante rápido, porque 280 mil em maio é uma notícia muito boa e esperamos que as demais medidas que estamos tomando venham ainda acelerar esse processo”, afirmou o ministro.

Em maio de 2020, o país registrou a perda de 373.888 postos formais de trabalho em razão das restrições impostas pela Covid-19.

Setores

Os cinco grupos de atividades pesquisadas tiveram resultado positivo em maio. No setor de serviços foram gerados 110.956 postos de trabalho; no comércio, 60.480; na indústria geral, 44.146; na agropecuária, 42.526; e na construção, 22.611.

No setor de serviços, o segmento de alojamento e alimentação teve boa recuperação de postos de trabalho. No comércio, foi significativa a participação dos supermercados.

“O Brasil está se levantando, nos próximos três, quatro meses, com a vacinação em massa avançando para haver um retorno seguro ao trabalho, a reanimação dos setores que estavam muito fragilizados como comércio, eventos, turismo, como também serviços, todos esses setores que foram abatidos durante a crise sanitária estão se reerguendo e vão ter todo o nosso apoio”, acrescentou o ministro Paulo Guedes.

Regiões e Unidades da Federação

As cinco regiões brasileiras também tiveram saldo positivo de emprego da mesma forma que as 27 Unidades da Federação. No Sudeste, foram criados 161.767 postos; no Nordeste, 37.266; no Sul, 36.929; no Centro-Oeste, 26.926; e no Norte, 17.800.

Para o Norte, maio foi o melhor mês do ano na geração de empregos, com destaque para o estado do Pará, onde foram criados 8.685 postos de trabalho. Para o Nordeste, maio trouxe o segundo melhor desempenho do ano com destaque para a Bahia (10.040).

Modalidades de trabalho

Na modalidade de trabalho intermitente, em maio de 2021, houve 19.805 admissões e 10.954 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 8.851 empregos. Um total de 232 empregados celebrou mais de um contrato nessa modalidade. O setor de serviços foi o que mais gerou vagas (4.771) de emprego de trabalho intermitente.

No trabalho em regime de tempo parcial, foram 16.826 admissões e 13.385 desligamentos com saldo positivo de 3.441 empregos. Um total de 66 empregados celebrou mais de um contrato de trabalho em tempo parcial. Foi o setor de serviços que mais gerou postos de trabalho (1.998) nessa modalidade.

BEm

Um total de 2.386.284 milhões de trabalhadores estão sendo beneficiados pela nova rodada do Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que foi prorrogado por meio de Medida Provisória no fim de abril. O programa foi criado com o objetivo de amenizar as dificuldades enfrentadas por empregadores e trabalhadores em razão dos impactos provocados pela Covid-19.

O setor de serviços é o que mais utiliza do BEm, seguido por comércio e indústria. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados onde há mais acordos.