Notícias

Combate ao coronavírus

Mais de 7 milhões de empregos já foram mantidos com Benefício Emergencial

Adesão foi maior nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais
Publicado em 13/05/2020 19h13 Atualizado em 13/05/2020 19h20
e33bc5e7-9afb-4db1-a5bb-ff23f2a9df18.jpeg

Os recursos para o pagamento do benefício pelo governo somam R$ 12,7 bilhões - Foto: Divulgação/EBC

Cerca de 7,2 milhões (7.206.915) de postos de trabalho já foram mantidos no País desde que o Governo Federal lançou o Benefício Emergencial para Preservação da Renda e do Emprego. Para isso, foram destinados R$ 12,7 bilhões de reais. A previsão é pagar até 18 de maio mais R$ 1,7 bilhão a 1.418.684 empregados.

O BEm foi criado por meio da Medida Provisória 936/2020 e ajuda empresários e trabalhadores no enfrentamento da pandemia no novo coronavírus. O programa prevê o pagamento de benefício ao empregado que tiver a jornada de trabalho reduzida ou o contrato de trabalho suspenso temporariamente. O valor destinado pelo governo tem como base de cálculo o seguro-desemprego a que ele teria direito.

O escrevente Afonso Henrique dos Santos trabalha em um cartório no Distrito Federal e é um dos beneficiários da medida. Com a Covid-19, as atividades no local caíram por volta de 70% e, para não ter que demitir funcionários, o seu empregador aderiu ao BEm. Com um faturamento menor, a saída da empresa foi suspender, por três meses, o contrato de trabalho de metade dos funcionários do cartório.

Para Afonso, a medida adotada pela chefia foi importante para não haver demissões enquanto a receita do cartório está mais baixa. "Concordei com os termos e achei necessário por conta do momento que estamos vivendo. Sabemos que muitas empresas não optaram por essa ação e acabaram demitindo parte de seus funcionários. Essa medida protegeu muito os nossos empregos", disse. "Manteremos esperança de retorno ao trabalho e que tudo se normalize o mais rápido", completou.

Balanço

Balanço da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia mostra que quase 55% (54,9%) dos beneficiados tiveram suspensão do contrato de trabalho. A redução de 50% da jornada e remuneração representa 17,2%. Já a redução de 70% chegou a 12,2% dos trabalhadores, e a de 25%, a 13,4% de empregados. Os intermitentes respondem por 2,3% do total.  

O estado com maior percentual de empregos preservados até o momento é São Paulo, com 33%, seguido por Rio de Janeiro (10,1%) e Minas Gerais (9,5%).

A maior parte dos trabalhadores atendidos tem entre 30 e 39 anos (30,8%), seguido por pessoas com idade de 40 a 49 anos (20,7%). Os jovens de 18 a 24 anos representam 17,4%. O valor do benefício médio é de R$ 1.766,50, com parcela mensal média de R$ 720,73.

Os dados do Ministério da Economia foram calculados até às 14h de terça-feira (12).