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Combate à Covid-19

Operação conjunta dos Ministérios da Defesa e da Saúde leva auxílio às comunidades indígenas no Maranhão

Expectativa é atender cerca de 12 mil indígenas até o dia 6 de outubro
Publicado em 30/09/2020 17h25 Atualizado em 30/09/2020 17h27
Operação conjunta dos Ministérios da Defesa e da Saúde leva auxílio às comunidades indígenas no Maranhão

26 profissionais de saúde atuarão junto a mais de 12 mil indígenas - Foto: Agência Brasil

Os Ministérios da Defesa e da Saúde realizam a terceira e última etapa da Missão Maranhão, para reforçar o combate à Covid-19 em comunidades indígenas do estado do Maranhão. A missão conta com uma equipe de saúde multidisciplinar das Forças Armadas, que assistirá a população indígena, em sua maior parte da etnia Guajajara, que vive ao leste da cidade de Imperatriz (MA).

Nessa fase da Missão Maranhão, um total de 26 profissionais de saúde atuarão junto a mais de 12 mil indígenas, no período de 29 de setembro a 6 de outubro. Como nas missões anteriores, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem da Marinha, Exército e Aeronáutica, oriundos de várias partes do País, reforçarão o atendimento de saúde nos Polos Bases da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

A operação também conta com a participação de veterinários do Exército, que realizarão um levantamento das condições higiênico-sanitárias das aldeias, atuando na prevenção e controle de zoonoses (como a raiva, leishmaniose “calazar”, verminoses, entre outras doenças transmissíveis) dos animais de estimação dos locais. Também, farão vacinação e vermifugação dos animais.

De acordo com a veterinária do Exército, coronel Beatriz Helena, do MD, na primeira fase da Missão Maranhão foram identificados muitos animais doentes nas aldeias visitadas. “Estudos recentes criaram o conceito de saúde única: a saúde humana só vai existir quando houver, concomitantemente, a saúde animal e a saúde ambiental. Assim, ao integrar o médico veterinário à equipe de saúde assistencial, o Ministério da Defesa ampliou sua capacidade de atuação em prol da saúde indígena”, afirma Beatriz.

Antes de ingressar nas terras indígenas, todos os integrantes da equipe precisam apresentar o exame molecular de RT-PCR negativo e, a partir do momento da coleta, ficam em quarentena. Além disso, por ocasião do embarque, nos locais de origem dos profissionais, são realizados testes rápidos imunológicos (IgM e IgG) e inspeção sanitária, para comprovar a ausência de sinais e sintomas que possam sugerir a Covid-19.

Missão Maranhão

A primeira fase da Missão Maranhão, realizada de 14 a 22 de setembro, levou atendimento especializado de saúde a indígenas da região do entorno do Município de Barra do Corda, no estado do Maranhão. Foram realizados mais de 3.800 atendimentos, entre triagens, consultas e testes para Covid-19.

Na segunda fase, que teve início no dia 21 e foi finalizada no dia 28 de setembro, foram feitos cerca de quatro mil atendimentos nas aldeias Axinguerendá e Ximborendá, do Polo Base Zé Doca; e Januária e Maçaranduba, do Polo Base Santa Inês.

Com informações do Ministério da Defesa