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COVID-19

Governo envia profissionais e insumos para comunidades indígenas em Roraima

Profissionais vão atender cerca de 2,5 mil indígenas das etnias Yanomami, Macuxi e Ye’Kuana, que vivem nas reservas Yanomami e Raposa Serra do Sol
Publicado em 30/06/2020 16h14
MD militares

Equipe de 21 militares vai atuar com profissionais de saúde da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) em 136 aldeias da região. - Foto: Igor Soares/Ministério da Defesa

Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou, nessa segunda-feira (29), de Brasília, levando médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem das Forças Armadas, além de itens de proteção individual e insumos médicos para comunidades indígenas no estado de Roraima. 

Os profissionais de saúde e os insumos tem destino certo: cerca de 2,5 mil indígenas das etnias Yanomami, Macuxi e Ye’Kuana que vivem nas reservas Yanomami e Raposa Serra do Sol (RR). Na equipe 21 militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica atuarão em conjunto com profissionais da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em 136 aldeias dos Distritos Sanitários Especiais (DSEI) Yanomami e Leste de Roraima.

“Levar atendimento de saúde às aldeias de Roraima, assim como em qualquer outra, é fundamental, tendo em vista que muitos indígenas são mais suscetíveis ao coronavírus, porque vivem em locais com grande número de moradores, compartilham utensílios domésticos e realizam práticas culturais de atividade coletiva”, comentou o Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, Manoel Luiz Narvaz Pafiadache.

De acordo com o Assessor Especial do Ministro da Defesa, Carlos Chagas Vianna Braga, o ministério já realizou mais de 133 ações em comunidades indígenas na Amazônia Ocidental. “Nesta missão, estamos levando, em conjunto com outras instituições, assistência à saúde, além de máscaras cirúrgicas, álcool etílico, testes rápidos, avental hospitalar descartável, protetor facial, toucas e medicamentos. Sempre obedecemos aos princípios da autonomia, equidade e respeito à diversidade cultural dos indígenas”, explicou.

Checagem da saúde

Antes do embarque, numa ação preventiva e visando à segurança das comunidades indígenas e de toda a tripulação, uma equipe do hospital das Forças Armadas verificou a temperatura e realizou entrevista para confirmar o bom estado de saúde e ausência de qualquer sintoma da Covid-19 entre os integrantes da missão. Além disso, foi exigida a apresentação de teste de RT-PCR negativo para a doença.

Imprensa

Profissionais da imprensa nacional e internacional também embarcaram na aeronave KC-390 Millennium para acompanhar a missão. A aeronave, a maior já produzida no Brasil, é capaz de executar reabastecimento aéreo, transporte de carga e tropas, lançamento aéreo de carga e paraquedistas, busca e salvamento, combate aéreo a incêndios e missões humanitárias.

Balanço Operação Covid-19

Em três meses, o Ministério da Defesa, por meio da Força Aérea Brasileira, transportou 350 toneladas de materiais de saúde. No total, foram 1.038 horas de voo, o suficiente para dar 11 voltas ao planeta, uma a cada nove dias de Operação Covid19. Foram realizadas mais de 2,6 mil descontaminações de espaços públicos, transportadas 16 mil toneladas de material de saúde, nos modais aéreo e terrestre, entregues mais de 570 mil kits de alimentação, realizadas mais de 19 mil doações de sangue, dentre inúmeras outras ações.

 

 

Com informações do Ministério da Defesa