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BALANÇO
Programa Conviver consolida gestão participativa com entrega e expansão de canteiros no primeiro quadrimestre de 2026
Os primeiros quatro meses de 2026 foram movimentados para o Programa Conviver. Entre janeiro e abril, o Iphan abriu novos canteiros, entregou uma obra restaurada e formalizou novas parcerias em diferentes regiões do país. O resultado é um programa que cresce sem perder o seu traço mais importante: ouvir, aprender e trabalhar junto com as comunidades que habitam e guardam o patrimônio cultural brasileiro.
O Conviver parte da ideia de que os moradores são os maiores guardiões do patrimônio. Por isso, o programa não chega com imposições. Ele fornece ajuda com técnicos, universidades, ferramentas e, acima de tudo, disposição para dialogar. As ações ocorrem nos Canteiros-Modelo de Conservação: espaços onde a restauração acontece ao lado da formação, e onde o conhecimento técnico é trocado de igual para igual com os saberes das próprias comunidades.
A entrega da casa da família Carvalho, em Cuiabá
No dia 18 de abril, houve a entrega da restauração da casa da família Carvalho, no Largo do Rosário, em Cuiabá (MT). Em 2018, um incêndio quase destruiu o imóvel completamente. O Conviver trabalhou para devolvê-lo à família, e à cidade com toda a sua história preservada.
A restauração manteve as técnicas tradicionais de construção em adobe — tijolos feitos de barro cru —, preservando a ancestralidade negra que marca a história do Largo do Rosário. Mais do que uma casa recuperada, é uma memória devolvida.
Desde 2023, o Iphan repassou mais de R$ 6,2 milhões à Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) para viabilizar as ações do Conviver em Cuiabá. Ao longo das obras, foram realizadas mais de 15 oficinas de fabricação de tijolos e técnicas de restauro, com a participação de alunos da UFMT e do Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT).
Novos canteiros abertos em 2026
Com cerca de R$ 8,7 milhões previstos para os novos canteiros, o início de 2026 também trouxe ações em várias regiões do país:
- Teresina (PI): ações emergenciais na Igreja Nossa Senhora de Lourdes com conservação de forros, cobertura e acessibilidade, com a comunidade participando das decisões.
- Cabo Frio (RJ): assistência técnica para moradias no entorno da Capela de Nossa Senhora da Guia, incluindo estudos para regularização fundiária.
- Terreiros da Bahia: expansão para terreiros tombados em Salvador, Itaparica, Lençóis e Cachoeira, com foco em manutenção preventiva e práticas ancestrais.
- Costa Marques (RO): em fevereiro, a Comunidade Quilombola do Real Forte Príncipe da Beira recebeu oficinas de melhoria habitacional e debateu turismo de base comunitária.
Além dessas cidades, há canteiros ativos em Serro (MG), Serra do Navio (AP), Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC) e São Luiz do Paraitinga (SP), entre outros.
Mais do que obras: um novo jeito de cuidar do patrimônio
O Conviver representa um novo jeito de cuidar do patrimônio. O Instituto passa a estar presente, aprender com quem vive no lugar e construir soluções junto. Esse modelo tem efeitos práticos diretos: movimenta a economia local, gera renda para trabalhadores da construção, forma estudantes universitários com uma visão mais humana do restauro e fortalece o senso de pertencimento das comunidades.
Para que esse conhecimento não fique restrito aos canteiros, o Iphan documenta cada experiência na Coleção Conviver — uma série editorial que registra as técnicas, histórias e aprendizados de cada obra, tornando esse saber acessível a qualquer pessoa interessada em patrimônio, arquitetura e desenvolvimento comunitário.
Com 21 cidades atendidas, quatro novos pactos firmados e outros seis em planejamento, o Conviver chega ao fim do primeiro quadrimestre de 2026 maior, mais diverso e mais enraizado nas comunidades.
Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan - comunicacao@iphan.gov.br
Danyelle Silva – danyelle.silva@iphan.gov.br