Iphan em Roraima arrecada doações para indígenas afetados pelas enchentes; participe
Contribua com água potável, alimentos não perecíveis, roupas e outros itens essenciais

As fortes chuvas e alagamentos que atingiram diversos municípios de Roraima na última semana deixaram centenas de famílias em situação de vulnerabilidade. Entre as mais afetadas estão comunidades da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, onde muitas famílias perderam roças de subsistência, suas principais fontes de alimentação. Diante desse cenário, a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Roraima está mobilizando uma campanha de arrecadação para apoiar quem mais precisa.
“Se o rio enche, o carro não passa. As roças foram perdidas, a base alimentar está em risco. No que pudermos colaborar com ações e informações, estamos à disposição”, disse a superintendente do Iphan em Roraima, Larissa Guimarães.

O que doar?
A população pode contribuir com doações de água potável, alimentos não perecíveis, roupas e outros itens essenciais. Toda ajuda é importante e pode fazer a diferença para as comunidades que enfrentam dificuldades de acesso devido às estradas de terra danificadas pelas chuvas. É um chamado de solidariedade para que as famílias possam reconstruir sua rotina após os impactos das enchentes.
Onde doar?
As doações podem ser entregues na sede do Iphan em Roraima, localizada na Rua Coronel Pinto, nº 465, no Centro de Boa Vista. O local estará aberto para receber contribuições a qualquer hora do dia ou da noite. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (95) 98129-9697.
Para a superintendente do Iphan em Roraima, Larissa Guimarães, o instituto entende que o bem viver e a proteção do território não estão dissociados das dimensões imateriais da vida cotidiana. “Garantir que água, roupas de frio, calçados fechados de qualuer tamanho, itens de higiene pessoal, lençol, lona, e outros itens que possam proteger do frio e das chuvas cheguem ao território, é uma forma de colaborarmos com os esforços coletivos para atendimento de comunidades que estão completamente isoladas”, disse.
Mudanças climáticas e o patrimônio cultural
As mudanças climáticas afetam tanto o patrimônio material quanto o imaterial, porque impactam diretamente os lugares, os modos de vida e as tradições das comunidades indígenas. Chuvas intensas e enchentes podem destruir sítios arqueológicos, causando erosão do solo e levando embora vestígios históricos importantes. O aumento do nível do mar ameaça construções históricas em cidades costeiras, assim como comunidades ribeirinhas e indígenas podem perder práticas tradicionais de pesca e cultivo por causa das secas ou enchentes.
No final de 2025, o Iphan concluiu o 1º Ciclo de Diálogos sobre Patrimônio Cultural e Ações Climáticas, uma das mais amplas e participativas iniciativas de articulação entre patrimônio cultural e ações climáticas já realizadas no Brasil. Os diálogos mobilizaram representantes de comunidades tradicionais, povos indígenas, quilombolas, detentores do patrimônio cultural, gestores públicos e pesquisadores de todo o território nacional. Ao todo, foram sete oficinas regionais, seis reuniões de grupos de trabalho, um seminário internacional, duas jornadas nacionais, um webinário e duas publicações lançadas.
Mais informações
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