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Inpa realiza Seminário Internacional de Gestão de Áreas Protegidas na Amazônia
O Programa de Pós-graduação em Gestão de Áreas Protegidas da Amazônia (MPGAP) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) realiza de 15 a 17 de abril o II Seminário Internacional de Gestão de Áreas Protegidas na Amazônia (II SIGAP). O evento que integra as comemorações dos 15 anos do MPGAP será realizado no Auditório da Ciência, no Bosque da Ciência, área de visitação pública da instituição.
Com o tema "Resiliência das Áreas Protegidas em Tempo de Mudanças", o Seminário vai reunir especialistas, representantes governamentais, pesquisadores, povos e comunidades tradicionais para refletir sobre os desafios atuais da conservação, governança territorial e das mudanças climáticas.
“Vamos debater no evento soluções urgentes para a conservação e governança das áreas protegidas da Amazônia, além de avaliar os avanços, identificar desafios emergentes e contribuir para traçar novas direções para fortalecer a gestão das áreas protegidas, focando no papel central, nos compromissos globais de biodiversidade, clima e direitos territoriais da Amazônia”, destacou a coordenadora do MPGAP, a pesquisadora Ordilena Miranda.
As áreas protegidas no Brasil são espaços com limites claros, controlados por meios legais ou outros instrumentos eficazes, que tem como propósito conservar a natureza, seus valores culturais e os serviços ecossistêmicos associados. A Amazônia legal possui diversas áreas protegidas destinadas à conservação da biodiversidade e à proteção de culturas locais, que correspondem a aproximadamente 46% do território incluindo Unidade de Conservação (UC) e Terra Indigena (TI).
De acordo com coordenadora do MPGA, a Amazônia vive um período crítico de degradação ambiental que impacta o clima, a biodiversidade, os serviços ecossistêmicos e acelera o risco de atingirmos o “ponto de não retorno”, e o Sigap se apresenta como uma plataforma para responder a essas urgências de maneira estruturada e alinhada às demandas nacionais e internacionais. O intuito é fortalecer a gestão e a governança das áreas protegidas por meio do intercâmbio científico, da integração Pan-amazônica e da produção de recomendações estratégicas que influenciem as políticas públicas.
"O Seminário é uma oportunidade ímpar para o diálogo e a construção coletiva de um futuro mais resiliente para a Amazônia, unindo diferentes saberes e experiências em prol da conservação e do desenvolvimento sustentável da região”, destacou a coordenadora.
As inscrições e submissão para participar do evento estão abertas, basta acessar o formulário.
dimensões estruturantes do Simpósio
O encontro se articula em três dimensões estruturantes. Uma dimensão é o de Integração Pan-Amazônica, que visa promover o intercâmbio entre representantes do Brasil, Peru, Colômbia, Bolívia e Equador fortalecendo redes regionais de cooperação da pesquisa científica e inovação, a exemplo da Rede Bioamazônia da qual o Inpa tem a vice-presidência. A missão é trabalhar juntos para se ter visão unificada sobre a gestão das áreas protegidas e da biodiversidade.
Um segundo eixo é a Produção de conhecimento qualificado, que está alinhado ao quadro global de biodiversidade Kunming-Montreal da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). A finalidade é contribuir com o atingimento de metas como planejamento territorial integrado, restauração de ecossistemas, efetividade das áreas protegidas e a valorização de direitos e conhecimentos tradicionais.
A terceira dimensão se estrutura no Fortalecimento Institucional e Formação Avançada, dedicada à celebração dos 15 anos do MPGAP, com reflexões sobre o Programa na formação de gestores ambientais e discussões sobre a inovação na gestão de áreas protegidas. Ao longo da sua trajetória, o MPGP titulou mais de 130 mestres, muitos dos quais atuam na gestão ambiental em instituições de fiscalização, conservação, ensino e pesquisa da região.
A programação conta, ainda, com sessões plenárias com palestrantes renomados, mesas redondas temáticas sobre mudanças geopolíticas, climáticas e resiliência social, sessões de pôsteres, momento de troca de saberes tradicionais e originários, e uma visita técnica ao Mosaico do Baixo Rio Negro. As discussões abordarão temas cruciais como desmatamento, degradação florestal, conflitos territoriais, e vulnerabilidade climática, buscando soluções baseadas na natureza.