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RECONHECIMENTO
Programa de Reabilitação Pulmonar desenvolvido no HUSM está entre os 16 que irão representar a universidade no SEURS
Entre os dias 3 e 4 de julho será realizado o 37º Seminário de Extensão Universitária da Região Sul (SEURS), na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. O evento tem como objetivo promover o intercâmbio entre as Instituições Públicas de Ensino Superior da região sul do Brasil, estimulando o diálogo interinstitucional e a troca de experiências entre os extensionistas. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) irá levar 16 projetos, entre eles o Programa de Reabilitação Pulmonar, desenvolvido no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).
De acordo com a Pró Reitoria de Extensão, foram selecionados projetos de todos os Centros de Ensino da universidade que obtiveram nota 10 na Jornada Acadêmica Integrada (JAI), em 2018.
O Programa de Reabilitação Pulmonar funciona há mais de 20 anos no HUSM e hoje está inserido dentro da Unidade de Reabilitação do hospital. Faz parte do estágio curricular do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal e tem como objetivo a independência funcional e a melhor qualidade de vida do paciente.
O programa acolhe pacientes encaminhados do Serviço de Pneumologia do HUSM. O principal fator de risco é o consumo de tabaco e inalação de gases tóxicos.
- Aquela pessoa que inala gases tóxicos, pode vir a desenvolver problemas crônicos pulmonares. Mas a maior causa é o tabagismo. Há ainda pacientes que são agricultores que plantam fumo – explica a fisioterapeuta Adriane Schmidt Pasqualoto, coordenadora do programa.
Os atendimentos ocorrem duas vezes por semana e contam com ação de cuidados multidisciplinares assistenciais, baseado no conceito de Clínica Ampliada.
- O objetivo da Clínica Ampliada é ver o sujeito como um todo. Temos uma equipe mínima formada por fisioterapeuta, enfermeiro, assistente social e psicólogo. Criamos um formulário elaborado em conjunto que é aplicado ao paciente na primeira consulta. Esse documento irá embasar a elaboração do Projeto Terapêutico Singular (PTS) – explica a assistente social Iaçana Câmara Martins.
O formulário questiona várias informações, desde as mais tradicionais como nome, filiação, endereço, até se a pessoa toma medicamentos, quais, como é o lugar onde vive, se tem animal de estimação, se faz atividade física etc... E, for preciso dados complementares que escapem ao formulário, é feita uma visita domiciliar.
- Hoje, cerca de 10% deles vamos ao endereço. Daí a gente consegue verificar in loco o que está acontecendo – conta Adriane.
A primeira consulta, com a aplicação do formulário, é o momento de os profissionais escutarem e acolherem as demandas do paciente. Com base nessas informações, é elaborado o Projeto Terapêutico Singular: o tratamento a ser desenvolvido e qual profissional ficará responsável por cada ação.
- A Reabilitar Pulmonar exige atividades que o fisioterapeuta faz. Só que até chegar nessa atividade é preciso olhar esse paciente de forma completa porque, por exemplo, se o paciente estiver muito magro, antes terá que receber atenção do nutricionista para ganhar peso. Se chegar em um grau de ansiedade alto, terá que passar pelo psiquiatra e o psicólogo. Se estiver com dificuldade para comprar a medicação, a assistente social vai auxiliar. Se ele não estiver bem, o tratamento não vai funcionar – afirma Adriane.
Após 4 meses, os pacientes são reavaliados e a equipe decide entre mantê-lo no programa e reforçar a educação em saúde e o autocuidado; rediscutir e revisar as estratégias da Reabilitação Pulmonar ou encaminha-lo para a unidade básica de referência e agendar o retorno para 60 dias.
A educação em saúde é realizada pelos alunos, os temas são organizados a partir das demandas dos usuários e familiares/cuidadores.