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PESQUISA EM SAÚDE
HUSM-UFSM destaca protagonismo de mulheres e meninas na ciência em ações de iniciação científica
Atividades de pesquisa realizadas no HUSM-UFSM integram ensino, assistência e inovação
Santa Maria (RS) – No dia 11 de fevereiro, data dedicada às Mulheres e Meninas na Ciência, o Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria (HUSM-UFSM) reafirma seu papel como espaço de formação científica ao apresentar os resultados do Programa de Iniciação Científica (PIC/Ebserh) entre 2022 e 2026. Os dados revelam a presença expressiva de mulheres na orientação dos projetos e de meninas entre as bolsistas, evidenciando trajetórias que se iniciam na graduação e se conectam diretamente ao cuidado em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).
A análise, realizada pela Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) do HUSM, reúne informações das edições 2022/2023, 2023/2024, 2024/2025 e 2025/2026 e mostra que a participação feminina se mantém majoritária tanto na execução quanto na condução das pesquisas. Desenvolvidos nas áreas da Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Fonoaudiologia e em campos interdisciplinares, os estudos articulam ensino, pesquisa e assistência, fortalecendo a formação científica de mulheres e meninas em temas ligados às necessidades do Hospital Universitário e do SUS.
Entre 2022 e 2026, o PIC/Ebserh no HUSM contabilizou 47 bolsistas, das quais 42 são mulheres, o que corresponde a um percentual médio de 89,4% de bolsistas meninas ao longo das quatro edições analisadas. A maioria feminina esteve presente em todos os ciclos do programa, com percentuais que variaram de 76,9% a 100%, evidenciando a continuidade da participação de meninas na iniciação científica. O destaque ocorre na edição 2023/2024, quando todas as bolsas foram ocupadas por mulheres, reforçando o acesso ampliado das estudantes à pesquisa em saúde no Hospital.
A gerente de Ensino e Pesquisa interina, Ana Valeria de Almeida Vaucher, avalia que os dados refletem o papel do Hospital Universitário na formação científica. “Ao longo das quatro edições analisadas, o PIC/Ebserh no HUSM consolidou-se como um ambiente estruturante de formação científica, marcado pelo protagonismo feminino na liderança dos projetos e na formação de novas cientistas, especialmente no campo da saúde”, afirmou.
Mesmo nas edições com maior rotatividade de bolsistas, a presença feminina se manteve majoritária. Na análise institucional, a política de substituições, prevista na dinâmica do programa, amplia o acesso à iniciação científica sem comprometer a equidade de gênero, garantindo continuidade formativa. Os dados consolidados do PIC/Ebserh no HUSM (2022–2026) indicam:
- Orientação científica: participação feminina entre 77,8% e 90% dos projetos por edição.
- Bolsistas: maioria feminina em todas as edições, com percentuais entre 76,9% e 100%.
- Total de bolsistas no período: 47
- Total de bolsistas mulheres: 42 (89,4%)
Liderança feminina na orientação dos projetos
Além da participação expressiva de meninas como bolsistas, a análise também evidencia a liderança feminina na orientação científica. Aproximadamente 84% dos projetos desenvolvidos no período foram orientados por mulheres, demonstrando atuação contínua de pesquisadoras na condução científica das propostas.
A chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e da Inovação Tecnológica em Saúde, Dioneia Antunes da Silva, destacou que essa continuidade fortalece o ambiente científico do Hospital. “Essas temáticas reforçam o caráter aplicado, assistencial e socialmente comprometido da pesquisa desenvolvida no HUSM”, pontuou, ao comentar os estudos realizados no âmbito do programa.
Os projetos abordam temas relacionados à atenção a crianças com cuidados contínuos e complexos, telenfermagem, inovação no cuidado, reabilitação cardíaca e oncológica, saúde da mulher, cuidado ao adulto e à pessoa idosa, avaliação funcional, qualidade de vida, processos clínicos e impactos da pandemia de Covid-19, sempre alinhados às demandas do SUS.
A análise também identificou a recorrência de orientadoras em edições consecutivas, seja pela continuidade de linhas de pesquisa, seja pela submissão de novos projetos. Estima-se que entre 30% e 40% das orientações em cada edição tenham sido realizadas por pesquisadoras que já haviam atuado no ciclo imediatamente anterior, indicando amadurecimento institucional e consolidação científica.
Equidade, inclusão e acesso à ciência
O PIC/Ebserh também se caracteriza pela adoção de políticas de equidade no acesso às bolsas de iniciação científica, com categorias voltadas à ampla concorrência, renda familiar, pessoas negras ou pardas, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas. A estratégia amplia o acesso de meninas e de grupos historicamente sub-representados à cultura científica, fortalecendo o papel social do hospital universitário e da universidade pública.
Para Dioneia, o programa articula diferentes dimensões da formação em saúde. “O PIC/Ebserh configura-se como instrumento estratégico de articulação entre ensino, pesquisa, inovação e assistência, com protagonismo feminino na condução científica e na formação de recursos humanos em saúde. Essa integração fortalece a produção de conhecimento aplicado, qualifica os processos assistenciais e contribui para a formação de profissionais comprometidos com as necessidades do SUS”, afirmou.
Pesquisa como eixo institucional
A leitura institucional dos dados indica que o PIC/Ebserh no HUSM se consolidou como um espaço científico com forte liderança feminina, com impacto direto na formação de recursos humanos e no fortalecimento do SUS. “Os resultados do PIC/Ebserh no HUSM mostram que a ciência se constrói com continuidade, compromisso e formação. Ver mulheres liderando projetos e meninas ingressando na pesquisa reforça que estamos construindo um legado científico sólido, alinhado às necessidades do SUS e ao papel social dos hospitais universitários”, destacou Dioneia.
Na avaliação da Gerência de Ensino e Pesquisa, o conjunto dos resultados reforça a pesquisa como eixo estratégico da atuação institucional. “A expressiva participação de mulheres, tanto na orientação quanto na iniciação científica, reflete políticas institucionais voltadas à formação qualificada, à equidade e à produção de conhecimento aplicado, contribuindo para a qualificação da assistência, o estímulo à inovação e o desenvolvimento científico em saúde no SUS”, completou Ana Valeria.
Sobre a Ebserh
O HUSM-UFSM faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Andreia Pires
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh
