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PLANEJAMENTO
HU-Furg realiza remoção e içamento de cabines biológicas para viabilizar obras do PAC
Rio Grande (RS) – O que muda quando um hospital se prepara para crescer e reorganizar seus espaços? No Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr., da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), esse movimento começa com ações técnicas que antecedem grandes obras. Nos dias 19 a 23 de janeiro, HU-Furg realizou a remoção das cabines biológicas dos laboratórios da antiga Área Acadêmica Dr. Newton Azevedo, na Rua Gen. Osório, com o deslocamento e o içamento das estruturas para o novo prédio da Área Acadêmica da Furg, na Rua Gen. Canabarro.
Segundo o superintendente do HU-Furg, Fábio Lopes, a desocupação do antigo prédio, que abrigava atividades da Faculdade de Medicina e da Escola de Enfermagem da Furg, é resultado de um trabalho planejado e articulado entre diferentes setores da Universidade e do Hospital. Ele destacou que a ação envolveu a Pró-Reitoria de Infraestrutura da Furg, as unidades acadêmicas e a gestão do Hospital Universitário, e representa um passo necessário para o início da Fase 2 do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“O início da desocupação da antiga Área Acadêmica marca o começo da Fase 2 do PAC, cuja principal obra é a construção de um novo centro ambulatorial”, afirmou o superintendente. Segundo ele, todo o processo de transferência envolveu um trabalho técnico cuidadoso, especialmente por se tratar de equipamentos sensíveis utilizados em atividades de pesquisa. “Esse é um marco importante para o Hospital Universitário, para a Faculdade de Medicina e para a Escola de Enfermagem, que passam a ocupar novos espaços e dão início a uma etapa prevista para os próximos dois anos, com a entrega de um centro ambulatorial completamente novo, voltado à assistência, ao ensino de graduação e à pós-graduação”, acrescentou.
No HU-Furg, a ação foi coordenada pela Divisão de Logística e Infraestrutura Hospitalar (DLIH), com atuação dos Setores de Engenharia Clínica (STEC) e de Infraestrutura Física (SIF). Segundo o chefe da Divisão de Logística e Infraestrutura Hospitalar, Rodrigo de Quadros, “a ação integra o planejamento institucional voltado à liberação dos espaços hoje ocupados, permitindo o avanço das intervenções que resultarão no novo Anexo Ambulatorial do HU-Furg”.
O que prevê a Fase 2 do PAC no HU-Furg
As obras da Fase 2 contemplam três frentes principais. A primeira é a transformação da antiga Área Acadêmica no novo Anexo Ambulatorial, que reunirá todos os ambulatórios em um único espaço, com reorganização das agendas, acessibilidade e melhor aproveitamento das áreas físicas. A segunda frente é a construção da nova Central de Material Esterilizado (CME), localizada próxima ao Bloco Cirúrgico, com ampliação da capacidade de processamento e distribuição de materiais. A terceira envolve a revitalização de passeios e acessos, com reforma de calçadas, instalação de coberturas e melhorias na circulação de pedestres, fortalecendo a segurança e a organização do entorno do HU-Furg.
Etapas do PAC e planejamento de longo prazo
O conjunto de intervenções faz parte de um projeto estruturado em fases. A Fase 1 já foi concluída e incluiu a construção da subestação elétrica, responsável por garantir a infraestrutura necessária para o funcionamento seguro do HU-Furg. Já a Fase 3 prevê a reestruturação de leitos e serviços, etapa que completará o processo de modernização do Hospital.
Os investimentos do PAC no HU-Furg, estimados em 50 milhões para o período de 2024 a 2030, terão impacto direto na ampliação do acesso, na organização dos fluxos assistenciais e no fortalecimento da infraestrutura voltada ao atendimento à população de Rio Grande e região, bem como no desenvolvimento das atividades acadêmicas vinculadas ao SUS.
Sobre a Ebserh
O HU-Furg faz parte da Rede Ebserh desde julho de 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Andreia Pires
Fotos Rodrigo Leal
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh