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Investimentos visam melhores condições de trabalho para os colaboradores do HE
O Setor de Infraestrutura do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE UFPel) confeccionou recentemente dois trapézios, aparelhos utilizados na movimentação de pacientes. A ação foi resultado do trabalho desenvolvido pelo Comitê de Ergonomia do hospital, que identificou as lesões ocasionadas na movimentação dos pacientes.
Segundo o chefe do Setor de Infraestrutura, Eduardo Albuquerque, ao longo deste ano, pretende-se instalar o trapézio nas demais enfermarias. Atualmente dois leitos contam com o aparelho. “É uma satisfação para a infraestrutura, ainda que através de pequenas atividades, auxiliar a melhorar as condições de ergonomia do colaborador, bem como o atendimento ao paciente”, comentou.
Em 2018 foi realizada uma pesquisa, envolvendo cerca de 500 colaboradores do HE, que buscou identificar os fatores relacionados ao ambiente e às rotinas de trabalho que ofereciam riscos. Fora identificados os grupos de trabalhadores com maior incidência de queixas potencialmente relacionadas a fatores de risco ergonômicos, que permitiu a realização de intervenções nos processos de trabalho, visando reduzir a exposição a esses riscos.
De acordo com o engenheiro de segurança do HE, Felipe Camerini, após a análise da pesquisa foi possível identificar as atividades assistenciais que geram maiores riscos relacionados a fatores biomecânicos. “Assim como a aquisição dos passantes, a instalação dos trapézios irá auxiliar nas atividades assistenciais que geram maiores riscos relacionados a fatores biomecânicos”, afirmou.
Investimentos
Em 2018, a Gerência Administrativa (GA) do HE adquiriu 15 passantes. O acessório visa facilitar a transferência de pacientes, bem como mudança de decúbito no leito. Segundo a educadora física do HE, Lidiane Pozza, eles tornam a ação mais segura para o colaborador, diminuindo a força necessária para transferir o paciente da cama para a maca e vice-versa.
De acordo com a médica do trabalho do HE, Ângela Grassi, a movimentação de pacientes era realizada anteriormente com adoção de posturas inadequadas associada à realização de força, o que resultava em dores nas costas, por vezes incapacitantes, como visto no histórico de afastamentos por essa patologia. “De janeiro a novembro de 2018 foram apresentados 38 atestados médicos, referentes a 131 dias perdidos de trabalho. Além dos trabalhadores afastados, temos que considerar o grande número de profissionais da enfermagem com sinais e sintomas (dor nas costas) que não chegam à incapacidade funcional”, destacou.
Outra ação da GA nesse sentido foi a licitação de diversos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), tais como protetor facial, luva de látex para limpeza geral, luva nitrílica, calçados de segurança, avental de PVC, protetor auricular, óculos de proteção e óculos de sobreposição. Além disso, para os colaboradores da área administrativa, foram oferecidos, mousepad, apoio de punhos para teclado e apoio para os pés.
“Nosso foco é o paciente, mas precisamos cuidar das pessoas das quais eles dependem. Investir em equipamentos que minimizem os riscos dos colaboradores e que tornem o trabalho deles mais fácil é um compromisso da gestão do hospital”, afirmou o Gerente Administrativo do HE, Mateus Santin.