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DIA DA VISIBILIDADE TRANS
Ambu “T” HE-UFPel, uma trajetória de luta e conquistas para a comunidade
Pelotas (RS) - Na quinta-feira, (29/1) dia em que se celebra o Dia da Visibilidade Trans, foi realizada a segunda edição da roda de conversa "Ambu T, uma trajetória de luta e conquistas para a comunidade”, promovido pela equipe do Ambulatório Multidisciplinar de Pessoas Trans e pela Unidade de Saúde Mental do HE-UFPel Ebserh.
O evento, que ocorreu no auditório central do HE, reuniu diversas vozes da comunidade trans, profissionais das áreas da saúde, educação e do direito, para discutir os desafios enfrentados por essa população, especialmente no que diz respeito à aceitação, direitos civis e sociais e políticas públicas de saúde.
A abertura foi realizada por três convidados, representando a comunidade trans, a Sofia Prestes, o João Pedro Marquez e a Samy Montina Ferreira, que compartilharam suas experiências pessoais e falaram abertamente sobre a vivência enquanto pessoas trans na sociedade contemporânea. Eles abordaram questões como a dificuldade de aceitação, o impacto do preconceito e a busca por um espaço seguro de discussão.
Sofia Prestes, paciente do Ambulatório Trans do HE-UFPel, reforçou a importância do ambulatório no acolhimento e acompanhamento das pessoas trans, “sou usuária do ambulatório desde 2021, um local onde eu me reconecto comigo mesma, quando me reconheço como mulher, como eu realmente sou, temos um amparo da equipe multiprofissional e que nos dá a garantia do medicamento. Hoje somos mais de 100 usuários do ambulatório e é precisamos comunicar ainda mais, para que mais pessoas possam ter acesso”, diz.
Da Roda de Conversa participaram a psiquiatra, Nicolle Roswag Gonçalves, o psicólogo Hudson Cristiano Wander de Carvalho, a assistente Social, Mariângela Alves Gonzales, a Coordenadora da Rede de Atenção às Equidade da Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas, Bianca Medeiros da Silveira, a coordenadora do Programa Mulheres IFSul campus Pelotas, Ligia Nara Lopes Maciel Goncalves e do conselheiro suplente do Conselho Municipal LGBT de Pelotas e membro da Comissão de Diversidade sexual e gênero da OAB-Pelotas, Otávio Santiago Gomes da Silva, que debateram sobre a necessidade de ampliar o acesso a tratamentos hormonais, cirurgias de transgenitalização e acompanhamento psicológico. A escassez de profissionais capacitados e a falta de políticas públicas eficazes, que são obstáculos que dificultam o pleno acesso a uma saúde de qualidade para muitas pessoas trans e dos desafios relacionados ao preconceito e à falta de compreensão.
Sobre o Ambulatório
O Ambulatório Multidisciplinar de Pessoas Trans, conhecido como “Ambulatório T”, foi habilitado em abril de 2024, como Atenção Especializada no Processo Transexualizador, na modalidade ambulatorial.
O Ambu T está ligado à Unidade de Ambulatório do HE-UFPel Ebserh e recebe pacientes, exclusivamente, através do Setor de Regulação e Avaliação em Saúde (SRAS) da Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas, para atendimento ambulatorial multidisciplinar a pessoas trans.
O Ambu T é vinculado ao Serviço de Residência Médica de Endocrinologia e Metabologia da Universidade Federal de Pelotas, e está localizado no Centro de Pesquisas em Saúde Dr. Amilcar Gigante, sendo campo de estágio também para acadêmicos de Psicologia e Terapia Ocupacional da UFPel.
Os pacientes são encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), via regulação municipal, e são acolhidos pela equipe multiprofissional composta por psicólogos, assistentes sociais, endocrinologistas e enfermeiros. Além disso, a equipe conta com o suporte de psiquiatras, ginecologistas e da Faculdade de Psicologia da UFPel. Destaca-se que toda última sexta-feira do mês é realizado o “Grupo T”, um espaço de apoio destinado aos pacientes trans do HE-UFPel, sob a coordenação da psiquiatra Nicolle Roswag.
O serviço recebe um paciente novo por semana, com acolhimento às sextas-feiras, às 9h e fica localizado no Centro de Pesquisa em Saúde - Dr. Amilcar Gigante UFPel, na rua Marechal Deodoro, 1160 – Centro.
Sobre a Ebserh
O HE-UFPel faz parte da Rede Ebserh desde 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Unidade de Comunicação Regional 15 – UCR15
Foto: Clarice Becker