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SERVIÇO DE REFERÊNCIA
Quimioterapia de alto risco: um trabalho pela vida no CHC-UFPR
Curitiba (PR) – O Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), é referência no atendimento aos pacientes diagnosticados com leucemia e também em transplante de medula óssea (TMO), tratamentos indicados para algumas doenças que afetam as células do sangue. Alguns desses pacientes serão elegíveis para ambos tratamentos. O Serviço de Quimioterapia de Alto Risco do CHC é responsável pelo tratamento de leucemias do adulto, e está preparado para cuidar deste perfil de pacientes, assim como, dos que necessitam receber tratamentos quimioterápicos de alta intensidade, como, por exemplo, portadores de alguns tipos de tumores sólidos como os sarcomas.
Os pacientes que chegam a este serviço são referenciados pelo Complexo Regulador, tanto de Curitiba, quanto da região metropolitana, e de outras cidades do Paraná. Atualmente, a capacidade de atendimento do serviço é de 13 pacientes.
“Somos uma unidade restrita que conta com enfermeiros e técnicos treinados para o atendimento de pacientes de alta complexidade. Temos atendimento com fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, assistente social e até odontólogo”, informou a médica hematologista, Elenaide Coutinho Nunes.
A Unidade tem em sua estrutura enfermeiros, técnicos de enfermagem, equipe médica, fisioterapeutas, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social e farmacêutico, e possui plantonista 24 horas. “A equipe médica que atende na Unidade é composta de um médico hematologista preceptor, presente todos os dias da semana, um médico residente e um médico infectologista consultor”, disse Elenaide.
A médica explicou que algumas medidas de cuidado são tomadas para reduzir o risco de infecções dentro da Unidade. Assim, todos os profissionais usam máscara e são disponibilizados frascos com álcool a 70% na entrada de todos os quartos. A orientação no local, é o uso antes e após o contato com o paciente. Além disso, as visitas são restritas e não é permitida a entrada de alimentos sem a anuência da Enfermagem e equipe da Nutrição. “A Unidade também realiza treinamentos periódicos sobre
manipulação de cateter para os profissionais e realiza coleta de swab semanalmente para monitorar a colonização por germes multirresistentes”, completou Elenaide.
Segundo a enfermeira Fernanda Marques, da Unidade de Hematologia e Oncologia, os efeitos dos quimioterápicos e a necessidade de isolamento por infecção, é um contexto muito particular. Ela afirmou que muitos pacientes tratam suas leucemias e seguem para o ambulatório, sem necessidade de transplante de medula óssea. “Existem possibilidades curativas sem transplante, mas os protocolos são intensivos, por isso ficamos muito atentos”, disse a enfermeira.
Qualidade do serviço
A equipe multidisciplinar da Unidade realiza visitas a beira do leito quatro vezes por semana. Também é acompanhada pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e recebe consultoria do serviço de infectologia.
A Unidade também tem contribuição em vários trabalhos publicados em periódicos importantes e seus membros participam de projetos de pesquisa. O local ainda é campo de estágio para as residências médicas em Hematologia e Oncologia Clínica e para as residências em fisioterapia, psicologia, farmácia clínica, nutrição e enfermagem.
De acordo com enfermeira Fernanda Marques, os casos na Unidade são discutidos em conjunto, evidenciando um esforço coletivo para o bem do paciente. “Os profissionais se reúnem, três vezes por semana para a discussão dos casos”, frisou.
Para a enfermeira, a qualidade do serviço de quimioterapia de alto risco no CHC-UFPR se deve ao grande comprometimento e trabalho em equipe visando o bem-estar do paciente. “Grupos de estudos, participação em eventos e comunicação clara, formam nossa base”, disse. Para ela, o tratamento humanizado realizado na Unidade, deriva do próprio vínculo de cuidado por longos períodos e da sensibilidade humana. “Recebemos muitas cartinhas e depoimentos positivos pelo que fazemos”, concluiu.
Como ser doador de medula óssea?
Para ser um doador de medula óssea, basta ir ao hemocentro mais próximo da sua cidade, e fazer o cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A pessoa deve ter entre 18 e 35 anos e estar saudável.
Sobre a Ebserh
O CHC-UFPR faz parte da Rede Ebserh desde 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Rosenato Barreto
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh
Tags: leucemia, câncer, transplante de medula, chc-ufpr, ebserh,